Sinal de fumaça

Nenhuma comunicação através de celulares, inclusive mensagens SMS (“torpedos”) está segura. Um pequeno programa, tipo cavalo de Tróia, desenvolvido por uma empresa de segurança em informática, demonstrou que os sistemas operacionais de celulares são tão seguros quanto as unidades da Febem em São Paulo. O software maldoso, chamado de RexSpy, é enviado por SMS para um aparelho e, sem que o usuário perceba qualquer coisa anormal, invade o sistema e pode interceptar as comunicações de qualquer celular.
O programa foi criado pela SecurStar apenas para mostrar a fragilidade dos telefones móveis. Segundo a companhia, qualquer programador é capaz de desenvolver uma aplicação semelhante sem perder muito tempo ou dedicar muito esforço. A empresa oferece uma ferramenta gratuita para segurança, que se obtém por download em www.securstar.com

Saci, Halloween & Mercado
Setores da sociedade brasileira demonstraram seu estranhamento quando o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), apresentou projeto propondo a criação do Dia do Saci e seus Amigos. Significativamente, parte dos que trataram o projeto com ridicularia naturalizam a importação pelo Brasil do tradicionalíssimo mito estadunidense do Halloween, comemorado no mesmo 31 de outubro, agora destinado ao Saci Pererê, como se fosse parte integrante da nossa cultura.
Na verdade, noves fora o colonialismo cultural de alguns, grande parte da reação ao Dia do Saci se dá pela confusão entre as fronteiras do simbólico e do real. Conquanto, salvo os membros da Sociedade dos Amigos do Saci (Sosaci), raros brasileiros planejem confabular ao vivo e em cores com um perneta de cachimbo na boca, os leitores da obrigatória obra de Monteiro Lobato ou conhecedores da essencialidade do nosso folclore podem atestar a força desse personagem no imaginário nacional.
Essa digressão não se justifica como homenagem tardia ou definição de campos relativamente ao 31 de outubro, mas vem a propósito da cautela com que o presidente Lula e seu equipe vêm tratando as propostas a serem adotadas no segundo mandato devido à reverência devotada a outro mito, o “mercado”, entidade, que embora abstrata, embolsou, só em 2005, R$ 157 bilhões em juros. Seria interessante Lula que, durante a campanha achou por bem se apresentar como o candidato do povo em oposição ao preferido pelas elites, ouvir a resposta do recém-eleito presidente do Equador, Rafael Correa, quando indagado se o atormentava a direção do “risco país” – outro mito restrito ao universo do “mercado” – calculado pelas agências internacionais: “O que me interessa é o risco país real, que é o desemprego, que obriga 300 equatorianos por dia a emigrarem para outros países, a falta de educação, a pobreza. Faremos o possível e o impossível para eliminar esse risco”, salientou Correa, para acrescentar que “investidores não têm de temer um país sem corrupção, soberano e com instituições fortes”.

Anistia parcial
Hoje, os ferroviários anistiados da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) se reúnem, às 18h, no Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência no Estado do Rio (Sindsprev-RJ), no Centro do Rio, para decidir os próximos passos para garantir a reintegração à empresa. Cerca de 1,5 mil trabalhadores foram demitidos em 1990, no governo Collor, mas foram anistiados em 1994, pela Medida Provisória (MP) 473, aprovada no Congresso Nacional. A CBTU, porém, não cumpriu até hoje a decisão, alegando falta de verbas para sua implementação.

Operador debate
O Clube de Engenharia promove, hoje, às 12h, almoço seguido de palestra do diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, que estará acompanhado de sua diretoria. O Clube de Engenharia fica na Avenida Rio Branco 124, no Centro do Rio.

Ampliação
Micros e pequenas empresas poderão receber recursos da Faperj, agência de fomento científico do Estado do Rio de Janeiro, para desenvolver projetos científicos e tecnológicos. Proposta neste sentido foi encaminhada à Assembléia Legislativa. De acordo com secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Wanderley de Souza, o objetivo da modificação é potencializar as atribuições da Faperj no atual cenário de desenvolvimento científico e tecnológico. Para Souza, o fomento a grupos de pesquisas sediados em empresas é estratégico para geração de produtos, emprego e renda e favorece, consequentemente, o desenvolvimento econômico do estado.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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