Sindicalista denuncia ameaça de morte

O presidente do Sindicato dos Bancários, Vinicius de Assumpção registrou queixa ontem na 1ª Delegacia Policial por causa ameaça, que ele considera de morte, feita por um policial militar à paisana que trabalha como segurança do Bradesco na avenida Rio Branco, no centro do Rio. Ao entrar na agência, Assumpção disse ao policial que ele deveria proteger a população contra os bandidos e não reprimir a greve dos trabalhadores.
O guarda, que atende pelo nome de Jorge, teria respondido que os seguranças “fariam a sua parte” e que tratariam pessoalmente do sindicalista após o fim da greve. “Perguntei se aquilo era uma ameaça e ele respondeu que seu recado havia sido claro”, relatou o presidente do sindicato.
Assumpção acrescentou que se sentiu “ameaçado, porque é notória a violência de determinados policiais no Rio de Janeiro que são matadores profissionais, embora ele tenha feito tudo de forma sutil para se proteger de uma denúncia”.
O sindicato denunciou que há uma tendência clara de recrudecimento por parte dos patrões. “Em todo o país os bancos estão partindo para a truculência porque estão desesperados com o sucesso da greve, mas nós não vamos retroceder, queremos uma nova negociação mas não abrimos mão de um reajuste salarial justo”, frisou Assumpção.

Escalada

Os sindicalistas recordam que primeiramente vieram a intransigência, a negativa em negociar. Depois, os bancos tentaram diminuir o impacto da greve. Num terceiro momento vieram os chamados “interditos proibitórios” – ou seja, atos destinados a impedir total ou parcialmente a ação dos representantes da categoria – e, agora, nos últimos dias, a violência, através de ameaças aos bancários e com o uso da força policial para inibir a greve.
No Rio, policiais à paisana, que fazem a segurança particular dos bancos, estão usando de truculência com os bancários. O sindicato voltou a denunciar a política de segurança da governadora Rosinha, que deixa de proteger a sociedade para usar a polícia contra a greve, um direito legítimo dos trabalhadores.
Em São Paulo, a Polícia Militar (PM) usou de violência contra os bancários em greve. O pior caso aconteceu no ABN Amro Real, na avenida Paulista, onde um bancário e um dirigente sindical foram feridos e outros quatro acabaram presos.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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