Engenheiros aprovam proposta da Embraer; metalúrgicos rejeitam

Acordo contempla garantia da manutenção do nível atual de engenheiros da empresa até abril de 2021.

Empresas / 12:51 - 11 de set de 2020

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O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) assinou ontem Acordo Coletivo com a Embraer para a extensão dos benefícios aos engenheiros desligados da companhia no último dia 3 de setembro. O acordo contempla ainda a garantia da manutenção do nível atual de engenheiros da empresa, que é agora da ordem de 3 mil profissionais, até abril de 2021.

Dessa forma, o plano de saúde familiar passa a ser válido até junho de 2021. O vale-alimentação no valor de R$ 450 também será fornecido pelo mesmo período.

A aprovação da proposta ocorreu em assembleia virtual organizada pela entidade para apreciação dos benefícios especiais. De acordo com o Seesp, 83% dos votos válidos foram favoráveis a medida.

Em nota, a Embraer informou que, na audiência de mediação ocorrida na última terça-feira no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, "o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos se manteve intransigente, recusou a proposta e nem mesmo se dispôs a levá-la para apreciação dos metalúrgicos através de assembleia. A empresa continua aberta à negociação, como sempre fez desde o início do processo."

Já o Sindicato dos Metalúrgicos de Botucatu, no interior de São Paulo, fechou hoje acordo Coletivo com a Embraer referente aos desligamentos efetivados no último dia 3 de setembro.

A proposta feita pela companhia e assinada hoje estende até junho de 2021 o plano de saúde familiar e o vale alimentação no valor mensal de R$ 450 dos que tiveram os contratos de trabalho rescindidos.

"A Embraer também reforçou o compromisso de preferência pela recontratação desses profissionais, conforme a retomada do mercado aconteça e de acordo com a política de recursos humanos da companhia", diz nota da empresa.

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