Singular

Petrobras de volta à área petroquímica é a proposta feita pelo vereador carioca Ricardo Maranhão (PSB) ao presidente da estatal, José Eduardo Dutra. Ex-engenheiro da empresa e conselheiro (eleito) da Fundação Petrobrás de Seguridade Social (Petros), Maranhão lembra que a Petroquisa, antes do Programa Nacional de Desestatização, participava de 15 empreendimentos, associada a capitais privados, nacionais e estrangeiros. Hoje, detém parcelas inexpressivas do capital em poucos projetos, “deixando a Petrobras numa incômoda e singular posição, entre as grandes companhias petrolíferas mundiais: ela é uma das únicas, senão a única, que não tem um poderoso braço petroquímico”.

Migração
O roubo de cargas no Estado de São Paulo caiu 7,65% em 2002 na comparação com o ano anterior. Segundo o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), ano passado, foram registrados 2.450 casos, com média mensal de 204,17 roubos. A redução, no entanto, teve como corolário o aumento de roubos e seqüestros de executivos. Em função dessa mudança de “foco” dos marginais, o perfil dos clientes das empresas especializadas em rastreamento de  veículos está mudando. Antes a grande maioria dos serviços era prestado para veículos de frota. Em 2002, porém, 45% foram para particulares, em sua maioria, executivos de empresas nacionais e multinacionais, que usam  carros importados, moram em regiões nobres da cidade de São  Paulo e têm filhos matriculados nas melhores escolas  particulares.

Fora do mercado
A dificuldade de conseguir emprego após uma certa idade tem levado os executivos a se tornar consultores independentes ou empresários. Pesquisa do Grupo Catho feita via Internet com mais de 100 mil participantes fez um mapeamento do mercado de trabalho versus idade. Os executivos representam 20,2% dos pesquisados que têm até 24 anos. A participação atinge o seu auge aos 33 anos, quando os executivos representam 39,6% do total dos respondentes nesta faixa. O declínio ocorre mais acentuadamente a partir dos 45 anos. A partir dessa idade, mais de 30% estarão desempenhando outra atividade.

Desemprego
A pesquisa do Grupo Catho também mostrou a violência do desemprego. Uma em cada cinco pessoas que respondeu à pesquisa na idade economicamente ativa (acima de 24 anos) declarou-se desempregada. A taxa de desemprego, que se inicia em 20,79% na faixa etária de 24 a 26 anos, mantém-se acima de 20% quase todo o tempo, atingindo o ápice de 26,5% na faixa etária de 36 a 38 anos. Declina suavemente a partir dos 48 anos, quando os executivos e profissionais buscam alternativas de negócio próprio.

Alta
O porta-voz da Presidência da República, André Singer, garantiu, após reunião entre o governo e usineiros, que será mantido a proporção entre o preço do álcool e da gasolina na faixa de 60%. Com os abusivos aumentos do álcool, o consumidor tema que a relação entre o preço dos dois combustíveis seja mantida às custas de novos reajustes da gasolina.

“Ma non tropo”
A maior parte dos comerciantes paulistas aprovou a performance de Luiz Inácio Lula da Silva em seus primeiros 30 dias na Presidência, mostrou pesquisa realizada pela Fecomercio-SP; 47% dos entrevistados classificaram de “bons” os primeiros 30 dias de governo e 11% “ótimos”. Já para 21% o mês foi ruim e para os 21% restantes, péssimo – número que impressiona. Apesar da aprovação de 58%, apenas 40% dos entrevistados pretendem fazer algum investimento na empresa nos próximos seis meses.

Obstáculo
Enquanto a Anatel autorizava reajuste de quase 22% para as operadoras de telefonia celular, os empregados das empresas de telecomunicações receberam reajuste médio de 5%. A denúncia é da Fittel, federação dos trabalhadores do setor. “Trata-se de um aumento absurdo contra o qual os usuários desse serviço e também a sociedade devem se levantar”, disse o presidente da Federação, José Zunga. “Não existem justificativas técnicas para tal reajuste a não ser a liberalidade irresponsável da Anatel e contratos e de concessão altamente lesivos aos interesses consumidores”, afirma o sindicalista, que classifica a Anatel de “enorme obstáculo à universalização dos serviços de telecomunicações”.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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