Sistêmico

As perdas provocadas pela quebra do Banco Santos não se restringem aos clientes da instituição. A intervenção também respinga em clientes de outros bancos. Num dos principais bancos brasileiros, por exemplo, investidores de um fundo lastreado em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) de instituições que incluíam o Santos amargaram apenas na terça-feira, primeiro dia de abertura do mercado financeiro após o anúncio da intervenção, perdas de 10%. Embora a direção do banco pondere que o efeito da pancada pode ser recuperado mais adiante com o eventual saneamento do Santos, o efeito manada que costuma ditar o comportamento de investidores em pânico deve ampliar o prejuízo, com a desvalorização das cotas do fundo.

Mangalô
No ranking elaborado pela revista britânica The Economist sobre qualidade de vida, os Estados Unidos aparecem em 13º lugar. Além de ser uma avaliação questionável – com Bush e seus alertas antiterroristas, os EUA não parecem um lugar razoável para se viver – a posição deve atiçar ainda mais a paranóia estadunidense. A superstição que eles desenvolveram frente ao número 13 faz com que a maior parte dos prédios não tenha nem ao menos o 13º andar. Nesse caso está o Sears Tower, em Chicago, maior prédio dos EUA depois do 11 de Setembro.

Critérios
O Brasil está em 39º lugar no ranking de 111 países da Economist, que é liderado pela Irlanda. O país latino-americano mais bem colocado é o Chile, que está na 31ª posição. À frente do Brasil, na AL, estão ainda México, que ficou em 32º, e Costa Rica (35º). A Argentina está no nosso calcanhar (40º).
Mostrando que o critério do ranking não exclui um quê ideológico, a Rússia está na 105ª posição. O Zimbábue é o último lugar em qualidade de vida. A revista inglesa utilizou fatores que vão da renda per capita à saúde, passando por liberdade (!), desemprego, clima, estabilidade política, segurança e a igualdade entre os sexos.

Serviços
“Reforma Sindical e Trabalhista – A Visão dos Parlamentares” é o tema de palestra do deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-SP), na reunião deste mês do Fórum Permanente de Desenvolvimento do Setor de Serviços, promovido pela Ação Brasileira de Apoio ao Setor de Serviços (Abrasse). Vicentinho é o presidente da comissão que discute a reforma trabalhista na Câmara. Outro convidado do evento é o gerente de planejamento de pesquisas do IBGE, Pedro Luiz de Souza, que falará sobre “Pesquisa Anual de Serviços”. O fórum acontece amanhã, no Hotel Pergamon, em São Paulo. Mais informações através do telefone (11) 3255-4089 ou pelo e-mail [email protected]

Microtecnologia
O Programa Sebrae de Consultoria Tecnológica (Sebraetec) já atendeu, neste ano, 34.657 micro e pequenas empresas, número 25% maior do que os atendimentos realizados em todo o ano de 2003. Por meio do Sebraetec, micro e pequenas empresas podem receber de instituições credenciadas consultorias na área de tecnologia, que serão subsidiadas pelo Sebrae. São cinco linhas: diagnóstico empresarial, suporte tecnológico, suporte empresarial, aperfeiçoamento tecnológico e inovação tecnológica. O Sebrae investe até 70% do valor do projeto.

Amnésia tucana
Memória parece não ser o forte do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, como revela sua análise sobre as divergências do presidente do BNDES, Carlos Lessa, com a equipe econômica. Ao pedir “o fim da bazófia” e dizer que o governo deveria considerar apenas três hipóteses: “Ou sai Lessa, ou saem os ministros da Fazenda, Antônio Palocci, e do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, ou a gente conclui que não há governo no país”,  Virgílio apaga as constantes brigas entre o fictício Ministério do Desenvolvimento criado no governo FH e a equipe econômica herdada pelo PT dos tucanos.

Saudosismo
Aliás, Virgílio, sempre que o ministro Palocci vai ao Congresso Nacional, faz questão de frisar que “o ministro é nosso” e advertir os petistas ainda autênticos para “não criarem dificuldades” para o visitante. Junte-se essa predileção por Palocci à sugestão implícita de afastamento de Lessa e conclui-se que, apesar da sova do tucanato nas urnas, Virgílio continua pensando que ainda é governo.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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