Skaf: ‘empresário quer pegar dinheiro no banco e não publicidade’

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou que não faltou criatividade para a oferta de crédito no país durante esta pandemia do coronavírus, mas faltou velocidade na liberação do dinheiro para os empresários enfrentarem a crise. "O que precisa é velocidade porque a empresa não quer ouvir anúncio. Ela quer ir ao banco e sair com dinheiro para o caixa dela, para pagar os compromissos", enfatizou.

Paulo Skaf, que também é vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi o entrevistado do Poder em Foco ontem à noite, no SBT. Na conversa com o jornalista Fernando Rodrigues, ele defendeu que a única forma de agilizar e ampliar a liberação de recursos é o Tesouro Nacional assumir o risco, lembrou que já há medida provisória nesse sentido, mas reclamou que a taxa de juros prevista vai dificultar a sobrevivência das empresas.

"Da maneira que está o regulamento, está em 1,2% ao mês e mais uma taxa para o fundo garantidor, que se fala 4,5%. É um absurdo! Com Selic 2,25%, com inflação em torno de um e pouco, você vai pagar, numa pandemia, 15%, 20% de juros por ano. Aí você não mata a empresa agora para ela morrer depois. Então, estamos discutindo isso no Congresso para tentar reduzir o juro e dispensar a taxa", relatou.

Para Skaf, o Brasil já está pronto para voltar às atividades gradativamente.

"Hoje, a pauta que você tem, não só no Brasil mas no mundo inteiro, é a retomada. E não tenho dúvida de que nós estamos preparados, sim. Porque o vírus não vai embora tão cedo e nós vamos ter que nos adaptar e retomar a vida com os devidos cuidados, sempre priorizando a saúde", ressaltou.

Mas, o presidente da Fiesp cobrou do poder público um plano para garantir a segurança sanitária no transporte público. "Os protocolos para as empresas estão aí: se tira febre, se acompanha qualquer tipo de sintoma, o uso de máscaras, o distanciamento, higienização. As empresas estão cuidando. Agora, o transporte público pode estragar tudo". Ele sugeriu a adoção de escala para evitar a concentração nos horários de pico e o aumento das linhas de ônibus, trens e metrô.

O governo de São Paulo vai multar, a partir do dia 1º de julho, qualquer pessoa que estiver circulando nas ruas ou ambientes públicos sem o uso de máscara de proteção. A multa estabelecida é de R$ 500.

Também serão multados os estabelecimentos comerciais que permitirem a entrada de pessoas sem máscara. A multa, nesse caso, será de R$ 5 mil por pessoa que estiver no estabelecimento sem a proteção.

"A partir do dia 1º de julho, estabelecimentos comerciais do estado de São Paulo que forem flagrados, pela Vigilância Sanitária, com a presença de pessoas sem máscara, receberão multa no valor de R$ 5 mil por pessoa e por vez. Se tiverem dez pessoas, serão 10 multas sucessivas", anunciou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

A fiscalização caberá à Vigilância Sanitária do estado e de cada município paulista.

 

Com informações da Agência Brasil

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