31.1 C
Rio de Janeiro
quarta-feira, janeiro 20, 2021

Socialismo bolivariano

O anúncio da nacionalização dos setores de eletricidade e de telecomunicações venezuelanos que escandalizou os que não se impressionam com o medíocre crescimento brasileiro dos últimos 16 anos fazem parte do que o presidente Hugo Chávez batizou, no discurso de posse do seu novo governo, de “os cinco motores constituintes para construir o socialismo”. Para Chávez, o primeiro eixo da nova fase da revolução boliavariana é a Lei de Habilitação, que permitirá ao Executivo legislar sobre as matérias necessárias para avançar nas mudanças até o socialismo.
O segundo eixo passa por uma profunda reforma da Constituição, para permitir a modificação dos artigos dos capítulos econômico e político que possam dar lugar “a equívocos devido a sua redação”. Como terceiro motor da revolução bolivariana, Chávez apontou a jornada nacional Moral e Luzes, uma campanha de educação moral, econômica, política e social que, além das escolas, se estenda às fábricas, aos campos e aos movimentos sociais.

Realidade
O presidente venezuelano apontou como quarto ponto “a geometria do poder”, definida por ele como uma nova forma de distribuição dos poderes político, econômico, social e militar no espaço nacional. O objetivo é revisar a distribuição político-territorial do país e gerar a construção dos sistemas de cidades e territórios federais: “Essa proposta representa uma inovação na busca de uma forma que se adapte muito mais a nossa realidade e as nossas aspirações”, destacou Chávez, que pediu aos governadores e prefeitos que participem do debate dessa proposta.

Projeto nacional
A “explosão revolucionária de poder comunitário” foi apontado por ele como o quinto motor constituinte, o qual, segundo Chávez, “tem maior força e dependerá do êxito dos anteriores eixo revolucionários dessa nova era da administração pública”: “Entramos plenamente no tempo de construção do projeto nacional Simón Bolívar, que requererá um fundamento sólido. O que temos feito até agora é construir um piso sobre o qual construiremos o edifício, o projeto socialista bolivariano”, destacou.

Funeral fiscal
Não foi apenas esta coluna que apontou a inexistência de punição para governantes que atrasem salários como um epitáfio da Lei de Responsabilidade Fiscal. Um dia depois, o prefeito do Rio, César Maia (PFL), também destacou em seu blog que se o Ministério Público não representar contra os governadores que deixarem de pagar salários ao funcionalismo isso representará “o funeral definitivo da LRF”: “O que fará o MP? Como em 2002, a LRF estreava em relação aos governadores, pode ser que isso explique. Mas vamos ver agora, se o MP vai acioná-los. Se não for assim a LRF é de brincadeirinha. E não há fiscal da lei para o que é relevante em relação aos governos”, atestou César.

Código
Termina nesta quinta o prazo – sucessivamente adiado – para as empresas se adequarem ao novo Código Civil. As companhias devem realizar alteração contratual e se adequar ao novo sistema. As que não se adaptarem às novas regras pedem ter problemas para realizar compras a prazo ou contratar financiamentos e empréstimos bancários, bem como ficarão impedidas de participar de licitações públicas.

Câmbio
O dólar barato tem seus defensores: as empresas importadoras de equipamentos e produtos médico-hospitalares comemoram o crescimento – que deve chegar a 15% – no ano passado e prevêem expansão de 10% em 2007, “desde que o cambio permaneça no mesmo nível”, destaca o presidente da Abimed (associação que congrega os importadores), David Neale. O setor espera ter fechado 2006 como importações de US$ 1,8 bilhão.

Grande irmão
Para infelicidade dos telespectadores, já está no ar a enésima edição do Big Brother Brasil. Para sorte dos funcionários da Eletro-Saúde, uma possível reprodução da vigilância por câmeras nos escritórios do plano parece ter sido abortada. No apagar das luzes de 2006, meio que por acaso, descobriu-se que o superintendente da entidade, José Eduardo Mendonça, comprara um sistema de câmeras. Agora, o novo presidente da Eletros decidirá se desinstala o sistema ou que utilidade dará a ele.

Artigo anteriorTijolo furado
Próximo artigoBNDES financia DaimlerChrysler
Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

É hora de radicalizar

Oposição prioriza impeachment, mas sabe aonde quer chegar?.

Soja ameaça futuro do Porto do Açu

Opção por commodities sobrecarrega infraestrutura do país.

Grande produtor rural não paga impostos

Agronegócio alia força política a interesses do mercado financeiro.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Exportação de cachaça para mercado europeu cresceu em 2020

Investimentos será de R$ 3,4 milhões em promoção; no Brasil, já cerveja deve ficar entre 10 e 15% mais cara em 2021.

UE planeja iniciar gastos de grande fundo de recuperação em meses

Incerteza econômica na Alemanha continua em 2021; economista mantém previsão de crescimento do PIB do país em +3,5%.

Exterior abre positivo e Copom no radar interno

Na Ásia, Bolsas fecharam sem sinal único; Hong Kong registrou avanço de 1,08%.

Índice Ibovespa futuro opera entre perdas e ganhos

No momento, o futuro do índice Ibovespa está em alta de 0,03% e o futuro do dólar está em queda de -0,34%.

Comportamento indefinido

Ontem, logo cedo, Europa seguia a trilha de alta dos mercados da Ásia, o mesmo acontecendo com o mercado americano.