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quinta-feira, janeiro 21, 2021

Solteiros em alta

Entre 1998 e 2008,  o número de brasileiros que vivem sozinhos passou de 8,4% para 11,6%, segundo o IBGE. Apesar do crescimento, os números aqui ainda estão muito distantes do de outros países ou grandes centros urbanos. Na Inglaterra e na França, por exemplo, eles são 30% do total das residências, chegando a 50% em Nova York. Contrariando o senso comum, especialistas em comportamentos observam que a opção de viver sozinho não está ligada, obrigatoriamente, a solidão, mas a um estilo de vida livre e independente, tendência já presente na Europa há 20 anos.

Arquitetura aberta
De olho nesse mercado, o setor imobiliário resolveu desenvolver produtos específicos para esse público. Assim, depois de 2007 ser marcado pelo boom de apartamentos gigantes, 2008 e 2009 foram anos de lançamentos imóveis compactos. Pesquisa feita, ano passado, pela Incorporadora MaxCasa para seu principal produto, o MaxHaus, mostrou que a maioria de seus compradores era de homens solteiros, com menos de 35 anos e sem filhos. Além disso, segundo a pesquisa, esse homem tem capacidade criativa avançada, gosta de inovações e tem perfil de liderança. O principal produto oferecido pela MaxHaus para os solteiros que moram sozinhos é uma planta de 70m² com quatro paredes e um banheiro. Fica a critério do morador optar por usar o espaço para ter um, dois três ou nenhum quarto.

Luvas – de boxe
As alterações na Lei do Inquilinato (8.245/91) aprovadas pelo Senado, que aceleram os processos de despejo de inquilinos, são classificadas como trágicas pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Na avaliação de José Vicente Estevanato, vice-presidente da entidade, o golpe será tão forte que terá o poder de acabar com a tradição do ponto comercial. “Um dos maiores patrimônios do lojista é o ponto. Na ação renovatória do aluguel, se um terceiro fizer uma proposta de maior valor, e o atual locatário não tiver como cumprir, é simplesmente obrigado a deixar o imóvel. Antes, se renegociava dentro do imóvel; com essa mudança sem propósito, a negociação passará a ser fora. Ou seja, o lojista ficou em condição de desvantagem. Só beneficiou as grandes redes varejistas e empreendedores de shopping centers”, explica Estevanato.

BB kafkaniano
Um cliente do Banco do Brasil vive um drama kafkaniano. Após converter sua conta corrente em conta salário, não consegue mais receber dividendos relativos a ações do BB, do qual é acionista. Cada vez que vai a alguma agência tentar retirar o valor a que tem direito é informado que ele somente pode ser creditado em conta. No entanto, esta é destinada exclusivamente a recebimento de salário, sendo vedado qualquer outro tipo de crédito. Embora sensibilizados por seu caso, os gerentes atribuem a culpa ao “sistema”. Como este parece ter estabilidade no emprego e estar acima de qualquer chefia, já são quase três meses com os dividendos retidos ilegalmente pelo BB, naquilo que o Código Penal classificaria de apropriação indébita.

História
Cinco embalagens históricas do Leite Moça – 1937, 1946, 1957, 1970 e 1983 – serão comercializadas pela Nestlé até o final do ano. O produto, presente no mercado brasileiro desde 1890, foi o primeiro a ser fabricado pela empresa suíça no Brasil. Quando o leitor terminar esta nota, 70 latas de Leite Moça terão sido vendidas – a média é de sete por segundo.

Cidades maravilhosas
O professor Mauricio Werner, reconhecido na área de turismo, vai tentar a política: anunciou que é candidato a deputado estadual em 2010 pelo PSDB. Convidado pelo deputado federal Otavio Leite, Mauricio aceitou o desafio: “Quero brigar por um Rio melhor para os cariocas e para os turistas, quero fazer de nosso estado um conjunto de cidades maravilhosas capazes de aumentar a permanência aqui”, disse Werner.

Esquizofrenia
Os turbinados rapazes do mercado financeiro podiam afiar o discurso. Quando a bolha da Bovespa inflava, a alta era atribuída “aos sólidos fundamentos da economia”. Agora, quando a Bovespa já desaba 10% em dois pregões, a causa é o derretimento dos fundamentos?

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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