Solução

Na opinião do vice-presidente da Associação de Funcionários do BNDES (AfBNDES), Hélio Silveira, em vez de Banco Central (BC) “independente” o Brasil deveria optar por um BC “inexistente”. Deixando por conta do livre mercado, “ou seja, sem a proteção aos banqueiros”, Silveira garante que, “imediatamente, os juros cairiam e o câmbio chegaria a um nível mais realista”.

Todo vapor
O crescimento do Brasil, ainda que menor no ano passado, continua atraindo investidores. A filial brasileira da norte-americana Merrill Corporation – que oferece serviço de data room virtual – é a que mais cresce no mundo. Instalada aqui em 2008, em pleno olho do furacão da crise financeira, já é o quinto maior faturamento do grupo. Se as ofertas públicas de ações estão em banho-maria, fusões e aquisições estão a pleno vapor, conta à coluna Ana Paula de Castro, diretora regional DataSite para a América do Sul.

Na tela
O data room virtual é, como o nome diz, uma versão online das salas onde ficavam disponíveis documentos sobre a empresa alvo de incorporação ou lançamento de ações. O sistema soma vantagens: as equipes de auditores e advogados não precisam viajar até um local que pode ficar no outro lado do mundo, onde deveriam permanecer vários dias; é mais seguro (a Merrill Corporation tem o certificado ISO 27001); há total controle para quem revela os dados; redução de custos; e aumento de velocidade.

Foi o Cabral
Os protestos diários contra o aumento da tarifa das barcas Rio-Niterói (de R$ 2,80 para R$ 4,50) levaram a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) a divulgar nota em que esclarece “que os deputados não votaram qualquer aumento de tarifa de transporte aquaviário”. “O que os deputados (…) votaram no dia 19 de dezembro de 2011 foi o Projeto de Lei 1.145/11, de autoria do Poder Executivo, que institui uma nova estrutura tarifária para o estado, incluindo o subsídio por parte do governo estadual, com o objetivo de tornar as passagens mais baratas para a população.”

À prova de recessão
De 2001 a 2010, o número total de invenções exclusivas, conforme solicitações de patente publicadas e patentes conferidas no Brasil, apresentou um aumento de 64%; de 1990 a 2010, as solicitações de marca comercial tiveram aumento de quase 200%. Estes são alguns dos números do estudo “The Grown-Up Bric: Innovation & Brand Expansion in Brazil” (http://ip-science.thomsonreuters.com/brazilreport), divulgado pela Thomson Reuters.

O problema
Os mais recentes transtornos impostos pela TAM, sexta-feira, a seus passageiros confirmam, mais uma vez, que o principal problema dos aeroportos brasileiros tem origem no setor privado, em particular, no duopólio que controla os céus do país. Aliado ao fato de a Anac ser mais uma representante das empresas junto aos consumidores do que destes junto àquelas, conclui-se que, nos aeroportos do país, o que falta é Estado que funcione e não a anarquia do “mercado”.

Trabalho e custo
Criado para simplificar a vida do contribuinte, o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) até agora só ajudou à Receita. Para contadores e empresas de software contábil, o que houve foi aumento de trabalho. “A elevação dos preços e o repasse aos clientes são inevitáveis”, afirma o professor Antonio Sérgio de Oliveira, que acaba de lançar o livro Sped no escritório contábil (Editora Publicações Jurídicas), que apresenta ao leitor uma visão abrangente e, ao mesmo tempo, aplicável ao dia a dia das empresas de contabilidade.

Espontâneo
No fim de semana, o apresentador Luciano Huck postou em sua conta um petardo contra a Nextel – “O sinal da Nextel aqui em casa, no coração do Rio de Janeiro, é uma merda!!! Alguém ai (sic.) é do meu clube? Do clube dos que pagam pelo serviço e não podem usar por que não tem sinal? Pronto. Falei!. Coincidentemente, porém, a frase com que ele encerra seu protesto “Pronto. Falei” é o slogan da Vivo – que lançou recentemente um serviço concorrente da Nextel – que já teve Huck entre seus garotos-propaganda.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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