SP: micro e pequenas indústrias creem em melhora nos negócios em outubro

Já no Estado do Rio, mais da metade dos pequenos negócios não realizou investimentos nos últimos meses

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Trabalhadoras em indústrias (Foto: ABr/arquivo)
Trabalhadoras em indústrias (Foto: ABr/arquivo)

Resultados da 8ª rodada do Indicador Nacional da Micro e Pequena Indústria, encomendada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) e realizada pelo Datafolha em junho e julho mostraram que apesar das taxas de juros persistentemente elevadas, os líderes da micro e pequena indústria estão mantendo uma perspectiva otimista sobre do futuro de seus empreendimentos.

De acordo com os números revelados na rodada, quase metade dos entrevistados, totalizando 49%, acredita firmemente que a situação de suas empresas vai melhorar no próximo mês. Paralelamente, 39% projetam uma trajetória de estabilidade, enquanto 8% admitiram preocupações sobre os rumos futuros.

O intervalo entre junho e julho de 2023 apresentou melhora de uma base deteriorada no índice de produção e prestação de serviços, passando de 48% para 52%, marcando o pico anual até então. Em paralelo, o nível de satisfação das Micro e Pequenas Indústrias experimentou uma mudança de 121 pontos no bimestre anterior para os atuais 127 pontos, em uma escala de avaliação que vai até 200 pontos.

O estudo também aponta que, apesar dessas melhoras, há obstáculos relevantes que continuam a influenciar o setor, particularmente quando se aborda o acesso ao crédito. No mês anterior, quase 40% das companhias que buscaram recursos por meio de empréstimos ou financiamentos esbarraram na negativa, destacando a persistência de barreiras inerentes ao ambiente empresarial.

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No epicentro dessas preocupações está a taxa de juros, apontada por 44% dos empresários da micro e pequena indústria como a principal barreira à obtenção de crédito. Além desse ponto central, 26% apontaram a insuficiência de opções adequadas em termos de linhas de crédito, 9% salientaram restrições vinculadas a passivos anteriores, enquanto 8% citaram a necessidade de garantias como entrave. Por outro lado, apenas 2% consideraram o prazo de pagamento como um fator crítico.

Segundo o levantamento, quase metade das empresas brasileiras continua a enfrentar desafios consideráveis decorrentes das taxas de juros elevadas. Quanto ao futuro, a pesquisa revela que 37% dos entrevistados vislumbram um declínio nas taxas de juros, enquanto 30% acredita em um aumento.

Já no Estado do Rio, pesquisa do Sebrae indica que 47% dos pequenos negócios apostaram em novas instalações, máquinas, equipamentos e informática e, treinamento de sócios e empregados. Em compensação, 53% dos pequenos negócios do estado não realizaram qualquer novo investimento.

O levantamento também mostra que 77% dos pequenos negócios do estado utilizam redes sociais, aplicativos ou internet (loja virtual própria, WhatsApp, Facebook e Instagram) para vender seus produtos ou serviços. Enquanto outros 23% não utilizam essa prática.

Com esse panorama apresentado na pesquisa, 53% seguem com dificuldades para manter o seu negócio, 21% aproveitaram as mudanças implementadas para melhorias na empresa, 16% estão otimistas com as oportunidades que estão surgindo e 9% acreditam que o pior já passou.

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