S&P negativa a Vicunha Têxtil

Acredite se Puder / 11:58 - 20 de set de 2001

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A agência de classificação de risco Standard & Poor"s revisou a perspectiva dos ratings atribuídos à Vicunha Têxtil S.A., alterando-a de estável para negativa. Ao mesmo tempo, o rating "brBBB" na Escala Nacional Brasil atribuído à Vicunha e suas debêntures no mercado doméstico foram reafirmados. A revisão da perspectiva reflete o fraco desempenho da Vicunha neste ano, como resultado das condições desfavoráveis no mercado doméstico e em parte de suas exportações. Embora as vendas de índigo tenham sido bastante sólidas, representaram apenas 28% do total das receitas. Outros segmentos de negócio tiveram a rentabilidade reduzida devido à forte competição e ao aumento significativo de custos, uma vez que algumas matérias-primas usadas são importadas ou têm seus preços atrelados ao do petróleo.Os ratings incorporam as expectativas de que a Vicunha receberá uma injeção de capital no valor de US$ 60 milhões em setembro ou outubro deste ano (tanto de seu acionista majoritário, o Grupo Vicunha, como pela conversão em ações das debêntures detidas pelo Fundo de Investimento do Nordeste - Finor). A injeção de captal deverá ser usada para reduzir o endividamento, melhorando assim a estrutura de capital da empresa. Moody"s rebaixa ratings Os ratings das três maiores companhias áereas dos Estados Unidos foram rebaixados pela Moody"s Investors Service, uma vez que a indústria passa por dificuldades para se recuperar dos ataques aéreos ao World Trade Center e ao Pentágono. A Moody"s cortou os ratings da dívida da American Airlines e sua controladora AMR Corp., da Delta Air Lines Inc., a terceira maior do país, e também reduziu os ratings da segunda maior companhia aérea dos Estados Unidos, a United Airlines e sua controladora UAL Corp. E informou que pode cortar todos os ratings novamente. de todas as companhias aéreas, pois os próximos 90 dias serão críticos. Correio Argentino pede concordata A concessionária de serviço postal Correio Argentino solicitou perante a Justiça Comercial sua concordata preventiva, para renegociar as dívidas que possui, principalmente com o Estado e cujo montante oscilaria próximo aos US$ 400 milhões. A companhia é controlada pelo Grupo Socma. ENI obtém lucro recorde O ENI grupo italiano de energia italiano, teve no primeiro semestre deste ano lucro recorde de 3,54 bilhões de euros, registrando alta de 28% com relação ao mesmo período do ano passado. As receitas aumentaram 14,4% e atingiram a 25,83 bilhões de euros.O crescimento dos lucros do principal grupo petrolífero italiano, do qual o Estado detém 30,33% de seu controle acionário, se vincula a alta das margens das atividades de refinaria, distribuição de gás, assim como a redução de custos. Também sofreu influência nos lucros as receitas extraordinárias de 929 milhões de euros, correspondentes são superávit obtido com a venda de parte de seu patrimônio imobiliário. Telemar Celular já tem presidente O executivo Luiz Eduardo Falco será o presidente da Telemar Celular, operadora da Banda D do Sistema Móvel Pessoal (SMP) da holding Telemar que iniciará sua operação em 16 estados brasileiros (do Rio de Janeiro ao Amazonas) a partir de 2002. Falco, que ocupava o cargo de vice-presidente de Marketing e Comercial da TAM até o final de agosto, chega com o desafio de assumir a condução do maior start-up de uma operadora de celular do mundo, um dos focos estratégicos da Telemar no próximo ano. Falco é formado em engenharia pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica e com pós-graduação da Fundação Getúlio Vargas. Lucros da Charles Schwab cairão A Charles Schwab Corp., a maior corretora norte-americana, informou que seus lucros cairão mais do que o esperado, uma vez que as firmas financeiras começaram a contabilizar os custos após os quatro dias de interrupção das bolsas nova-iorquinas. A companhia lucrará US$ 0,01 por ação a menos do que o previsto. Os lucros no trimestre que se encerra em 30 de setembro, estão projetados para uma queda de 50% nos lucros por ação, se situando na faixa dos US$ 0,06. Aegon prevê impacto de US$ 30 milhões A seguradora holandesa Aegon NV revelou que os ataques terroristas ao World Trade Center e ao Pentágono, nos Estados Unidos, neste ano, terão um impacto negativo de aproximadamente US$ 30 milhões no lucro líquido. A companhia divulgou a expectativa de reclamações de seguros de vida abaixo dos US$ 20 milhões e que o resseguro de vida não supere os US$ 30 milhões.

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