S&P rebaixa Merrill, Morgan e Goldman

Acredite se Puder / 15:29 - 16 de jul de 2001

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

A Standard & Poor"s rebaixou para negativo o panorama dos três principais bancos de investimentos dos Estados Unidos, o Goldman Sachs, o Merrill Lynch e o Morgan Stanley. A agência de classificação alegou que tal revisão foi consequência do fraco ambiente operacional, que pode prejudicar os bancos de investimentos. Essa alteração do panorama significa que, conforme as condições, poderão acontecer novos rebaixamentos, apesar destes ainda não serem iminentes. Para a S&P, a capacidade dos bancos de aconselhar companhias e administrar vendas já não é suficiente para garantir grandes taxas. E essas instituições precisam oferecer produtos mais baratos, como empréstimos e linhas de crédito, o que significaria também maiores riscos. Por causa disso, a dívida sem garantias do Merrill Lynch e do Morgan Stanley foi classificada em "AA-minus", enquanto a do Goldman Sachs, em "A-plus". Moddy"s revisa a Repsol-YPF Enquanto isso, a Moody"s revisou as classificações da petrolífera Repsol-YPF e de suas filiais para uma possível redução. A decisão se deve a um conjunto de fatores: a desaceleração na redução de sua dívida, a queda das expectativas de produção e a piora da situação na América Latina. As últimas classificações da Repsol-YPF eram: "A2" para longo prazo, "A3" para as ações preferenciais e "Prime-1" para curto prazo. A agência de classificação ressalta que a companhia petrolífera tem perspectiva negativa ("A2") desde que adquiriu a YPF em 1999, em uma transação que aumentou sua dívida em mais de US$ 23 bilhões. Essa classificação para o longo prazo refletia a capacidade da companhia para reduzir sua dívida no médio prazo. Telefónica continua comprando A Telefónica está concluindo a compra de 49% da participação na Pegaso, companhia mexicana de telefonia wireless, mas o valor da operação ainda não foi revelado. Com tal aquisição a Telefónica fornecerá esse tipo de serviços para todo o país, mas dificilmente ameaçará a Telcel, a maior companhia de telefonia móvel do México, uma unidade da America Movil e que faz parte do império do bilionário Carlos Slim Helu. A Pegaso ate o momento é controlada por duas companhias norte-americanas, a Sprint PCS Group, com 25%, e a Leap Wireless International, com 20%. As duas empresas têm até setembro para concluir o negócio. Quando a operação for concluída, juntas a Pegaso e a Telefónica terão 1,8 milhão de clientes e ficarão com o mesmo porte da Iusacell que, atualmente, é a segunda maior companhia mexicana e que também tem cerca de 1,8 milhão de usuários. A Telcel, no entanto, continuará como a maior operadora de telefonia no país, com 70% do mercado e mais de 12 milhões de assinantes.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor