S&P reduz rating da Parpública para cinco níveis abaixo de “junk”
Devido às elevadas necessidades de financiamento para este ano, a Standard & Poor”s cortou o rating da Parpública, holding estatal portuguesa, em dois níveis, colocando-a agora cinco níveis abaixo do patamar junk, ou seja “lixo”. O corte também é justificado pela fraca liquidez, reduzida flexibilidade financeira e perfil de risco financeiro altamente alavancado. A agência de risco considera que o maior problema da empresa para cumprir suas obrigações financeiras é que 90% das receitas provenientes da privatização da EDP e da REN serão canalizadas para outra entidade do Estado.
Assim, a classificação da Parpública desceu de “BB-” para “B”, um nível já cinco patamares abaixo do primeiro acima de “lixo” (BBB-). A S&P retirou a empresa da lista de credit watch mas manteve o outlook negativo, indicando que a maior probabilidade é que a próxima revisão seja ainda para baixo. Apesar do perfil de crédito individual da Parpública ter sido reduzido de “b” para “ccc”, a classificadora de risco continua considerando como probabilidade “muito elevada” a possibilidade de o Estado português manter apoio à sua holding
Pelas estimativas da S&P, a Parpública tem uma dívida de 5 bilhões de euros, o que representa 60% dos ativos da empresa e 3% do PIB português.
HSBC lança títulos em iuan em Londres
O HSBC Holdings planeja emitir títulos em iuan, em Londres. Trata-se de emissão inédita na cidade que seria um marco nos esforços londrinos para se tornar um centro de referência para negociações na moeda chinesa fora da China, ao lado de Hong Kong. O anúncio coincide com o lançamento de um grupo de trabalho que reúne cinco grandes bancos para transformar a cidade em um centro de referência para negócios offshore em iuan, medida que foi bem recebida pelo ministro das Finanças britânico, George Osborne. O HSBC faz parte deste grupo e tem liderado o mercado de títulos em iuan em Hong Kong, que tem crescido muito, tendo em vista que a China permite a fácil entrada de capital para esses fundos em suas fronteiras e aos poucos internacionaliza a própria moeda.
A emissão seria um negócio benchmark no valor de pelo menos 500 milhões de iuan, ou seja, US$ 79,4 milhões.
SXC e Catalyst fecham acordo para fusão
A gestora de benefícios farmacêuticos SXC Health Solutions fechou um acordo com a Catalyst Health Solutions para combinar seus negócios em uma transação no valor de US$ 4,14 bilhões envolvendo dinheiro e ações. A operação oferece aos acionistas da Catalyst US$ 81,02 por ação, um prêmio de 28% em relação à cotação de fechamento no pregão da terça-feira e bem acima da máxima em 52 semanas, de US$ 67,58. As companhias estimam o valor do negócio em aproximadamente US$ 4,44 bilhões, número que deve incluir a assunção de dívida. Se a transação for concluída, os acionistas da SXC terão cerca de 65% da companhia combinada, enquanto os da Catalyst ficarão com os 35% remanescentes.
Moody”s mantém rating da AmBev
A Moody”s confirmou o rating A3 da AmBev, com perspectiva estável e adiantou que não será afetado depois de aliança com a E. León Jimenes, detentora de 83,5% da Cervecería Nacional Dominicana. “Embora não esperemos ver impacto no curto prazo, devido ao tamanho relativamente pequeno da transação, consideramos a aliança estratégica como um fator positivo para o crédito da companhia, por fortalecer a posição na região caribenha, que apresenta altos níveis de crescimento”, segundo Marianna Waltz, analista de mercado da Moody”s.
Pfizer pode vender unidade para Nestlé
Está quase concluída a venda da divisão de nutrição infantil da Pfizer para a Nestlé. A empresa suíça deve pagar mais de US$ 9 bilhões e solidificará a posição de liderança no mercado mundial de fórmulas para bebês. A Nestlé parece ter triunfado sobre o grupo Danone e a Mead Johnson Nutrition, que fizeram uma oferta conjunta pelo negócio. A Pfizer e a Nestlé deverão anunciar o acordo já na próxima semana.
A Pfizer efetivamente colocou a divisão de nutrição infantil à venda em julho do ano passado, quando revelou que iria se desfazer dessas operações e também da unidade de saúde animal. Os movimentos são parte de um esforço da Pfizer para se concentrar em medicamentos de prescrição.















