SP: supermercados, farmácias e perfumarias tiveram alta na pandemia

Fecomércio: em 100 dias do comércio não essencial de portas fechadas em SP, prejuízo chegou a R$ 43,7 bilhões.

São Paulo / 16:08 - 6 de jul de 2020

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Com a maior parte dos estabelecimentos de portas fechadas durante o mês de abril e impedidos de realizarem atendimentos presenciais, a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) do Estado de São Paulo registrou baixa de -22,8% e a Pesquisa Conjuntural de Serviços do município de São Paulo apresentou retração de -33,4%. O faturamento do comércio atingiu R$ 46,7 bilhões no mês, R$ -13,8 bilhões abaixo do valor apurado em abril de 2019.  Já o setor de serviços alcançou R$ 29 bilhões, R$ -14,6 bilhões a menos, se comparado ao mesmo período do ano passado. A maior perda de suas séries históricas, iniciadas respectivamente em 2008 (PCCV) e 2010 (PCSS).

Em 100 dias de quarentena no Estado de São Paulo, de 24 de março a 30 de junho, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) estima que houve queda de -21,9%, ou seja, um prejuízo de R$ 43,7 bilhões ao comércio varejista.

As pequenas empresas de serviços, enquadradas no Simples na capital, foram ainda mais prejudicadas, houve baixa de 66% em suas receitas, na comparação com abril de 2019, perda de R$ 2,9 bilhões no mês. Grande parte dos bares e restaurantes estão nesse grupo e, mesmo com as entregas, não conseguiram manter seus rendimentos nos mesmos patamares.

 Com a alta do desemprego e o encolhimento da renda das famílias, a Entidade estima uma retomada bem lenta da economia. Dessa forma, a expectativa é de queda de 10% no fechamento do semestre do setor varejista, com perdas de R$ 35,8 bilhões, e retração de 7,1% no fechamento do ano, com prejuízo de R$ 53,7 bilhões.

Segundo a Federação, com as restrições impostas para contenção da pandemia, os consumidores estão focados na compra de itens essenciais, apenas os segmentos de farmácias (3,4%) e supermercados (1%) tendem a mostrar aumento de venda anuais.

Das noves atividades pesquisadas do varejo, sete sofreram queda em seu faturamento real no comparativo anual em abril, com destaque para lojas de vestuário, tecidos e calçados (-77,8%), concessionárias de veículos (-70,8%), outras atividades (-32,4%) e lojas de eletrodomésticos e eletrônicos (-43,9%). Em conjunto, o impacto negativo gerado foi de -23,7 pontos porcentuais (p.p.). Em contrapartida, as atividades de supermercados (9%) e farmácias e perfumarias (3%) obtiveram alta em seu faturamento de abril. Somadas, contribuíram para o resultado geral com 3,4 p.p.

Já no setor de serviços, das 13 atividades, 10 registraram retração em relação ao mesmo mês do ano anterior, com destaque para: turismo, hospedagem e eventos (-82,9%); e Simples Nacional (-66%). Causando impacto negativo de -8,1 p.p. Por outro lado, agenciamento (28,5%) e representação (6,7%) apresentaram altas em abril. Contribuíram para o resultado geral com 2,1 p.p.

 

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