SP: vendas no comércio caem em janeiro

O comércio na cidade de São Paulo não abriu as portas nos feriados e fins de semana e funcionou em horários restritos nos dias úteis de janeiro para cumprir a determinação do Governo Estadual que colocou várias cidades paulistas, incluindo a capital, na fase vermelha do Plano São Paulo de flexibilização econômica da pandemia. As medidas impactaram negativamente no bolso dos comerciantes segundo apontou o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo, baseado nos dados fornecidos pela Boa Vista S/A.

A queda média registrada na movimentação do varejo foi de 11,1% comparada ao primeiro mês de 2020. Em relação a dezembro, as vendas caíram 38,7%. As lojas na capital tiveram de fechar as portas por vários dias em janeiro. Outros dois fatores que contribuíram para que números tão baixos fossem registrados relacionam-se à alta da inflação de produtos de primeira necessidade, como arroz e leite, e o fim do auxílio emergencial. Ambos deixaram a população com menos poder de consumo no varejo.

O Balanço de Vendas de janeiro representa um baque econômico para o varejo porque havia a sinalização de que a economia do setor estivesse se recuperando desde o fim do primeiro ápice da desaceleração na movimentação do comércio, ocorrido em junho do ano passado. Naquele momento, quando as medidas de flexibilização começaram a valer para o comércio, registrou-se retração de 54,9% em relação ao mês de maio último, o auge do prejuízo nas vendas. Desde então, as perdas se diluíram ainda negativas em 47,7%, 33,6%, 14,6%, 9,2% e 5% (julho, agosto, setembro, outubro e novembro, respectivamente). Chegou dezembro e a variação foi positiva em 18,4%, mas já houve queda de 6,3% em relação a dezembro de 2019, o que indicava que a linha gráfica que apontava recuperação na economia do setor já estava em queda.

No mês do último Natal o comércio também teve dias de portas fechadas. “A gente acredita e espera que essas medidas de flexibilização permitam o funcionamento do comércio todos os dias a partir de agora”, disse Marcel Solimeo, economista da ACSP.

Nesta última quarta-feira (dia 3), o Governo de São Paulo suspendeu as restrições de fase vermelha para todo o estado aos fins de semana, o que impedia a abertura das lojas. O Estado anunciou também a criação de um pacote de apoio ao comércio, bares e restaurantes com facilitação de acesso a crédito, parcelamento de débitos e proibição do corte de água e gás. “Essas medidas vão ajudar bastante, mas o que mais contribui é quando há a permissão para que o comerciante possa trabalhar, empregar as pessoas e ajudar a impulsionar a economia”, concluiu.

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