Fundos do mercado monetário dos EUA seguem disparado como maiores detentores dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, de acordo com dados do segundo trimestre de 2025. Mas o segundo colocado são as stablecoins (títulos detidos por Tether e USD Coin), que ultrapassaram o Japão.
As stablecoins (criptomoedas que, teoricamente, mantêm paridade em relação a uma moeda real, sendo quase 100% o dólar) superaram meios tradicionais de pagamento em volume de transações, ao passar de US$ 18 trilhões em 2024, à frente de Visa (cerca de US$ 16 trilhões), Mastercard (aproximadamente US$ 10 trilhões), PayPal (menos de US$ 2 trilhões) e remessas (na casa de US$ 1 trilhão).
Porém, Visa, Mastercard e PayPal refletem principalmente liquidações de bens e serviços, enquanto as stablecoins têm sido usadas, basicamente, até agora para liquidar negociações de outros criptoativos. Todos os tipos de stablecoins estão incluídos (ou seja, lastreadas em moeda fiduciária e outras).
Os dados são da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no seu mais recente Economic Outlook, lançado nesta terça-feira.
A avaliação de mercado dos criptoativos subiu para mais de US$ 4 trilhões em outubro de 2025, quase o dobro do valor de um ano antes. “Embora tenham proporcionado altos retornos recentemente, os valores dos criptoativos permanecem altamente voláteis em comparação com outras classes de ativos, como mostra a acentuada queda de 30% no valor de mercado entre o pico atingido no início de outubro e o final de novembro”, atesta a OCDE.
“Os riscos são agravados pela alta concentração de mercado, com o Bitcoin representando 57% da capitalização total do mercado de criptomoedas em novembro de 2025. A exposição das instituições financeiras aos criptoativos geralmente permanece limitada, mas as interconexões estão aumentando, levantando novas questões de estabilidade financeira e desafios regulatórios”, alerta a Organização.
Outro alerta da OCDE: algumas stablecoins também apresentaram volatilidade de preços significativa, particularmente aquelas que não são totalmente lastreadas em moeda fiduciária e que representam a maioria dos volumes de transações de stablecoins.
“Desvios persistentes da paridade, juntamente com casos de falhas passadas, lançam dúvidas sobre a confiabilidade das stablecoins como um meio de pagamento amplo e reserva de valor. As stablecoins normalmente não são seguradas, ao contrário da maioria dos depósitos bancários, e a variação no valor de seus ativos lastreados pode levar os detentores a solicitar resgates”, avisa a entidade.
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O custo impeachment
Aparece nos dados da OCDE o estrago causado na economia brasileira a partir das manifestações de 2013 até 2019, passando pelo impeachment de Dilma, o governo ilegítimo de Temer e a eleição que colocou Bolsonaro na Presidência, quando Lula foi impedido de concorrer.
A variação real do Produto Interno Bruto (PIB, indicador da economia de um país) do Brasil no período 2013–2019 foi, em média de -0,4% (ou seja, retração).
No mesmo período, o mundo cresceu 3,4%, puxado por China e Índia (alta de 6,8% cada). A economia dos Estados Unidos avançou 2,5%, da Zona do Eruo, 1,9%, e até o Japão cresceu, em média, 0,8%.
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