Startups mudam maneira de pedir empréstimo no Brasil

Empresas / 20:34 - 18 de out de 2016

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Conhecidas como fintechs, uma onda de startups está sacudindo o jeito de adquirir serviços financeiros no Brasil e no mundo. Segundo a empresa de pesquisa Venture Scanner, existem aproximadamente 1.406 fintechs no mundo. Essas empresas trabalham exatamente como um banco, mas com uma estrutura bem mais enxuta (o que reduz os custos dos serviços), tecnologia de ponta e o alcance ilimitado da internet. De acordo com um estudo da Goldman Sachs, 33% dos millennials acreditam que não vão precisar de um banco em cinco anos; e metade diz esperar que seus serviços sejam prestados por startups. Afinal, resolver questões financeiras em um clique é o melhor dos mundos para a turma que respira internet. Não só pessoas físicas conseguem se beneficiar do uso das fintechs, mas também as empresas que podem se conectar a bancos e fundos dispostos a concederem crédito. É o caso da F(x) – lê-se “efe de xis” – que, por meio de algoritmo, a plataforma identifica a melhor combinação entre empresas e financiadores. Segundo Dan Cohen, financista e fundador da F(x), é como uma espécie de Tinder, mas trazendo as melhores condições de financiamento para as empresas, ao invés de relacionamentos amorosos. Benefícios Em vez de agendar horário com o gerente responsável e se deslocar até um banco em dia e horário de funcionamento, o empresário pode tirar todas as dúvidas 24 horas, 7 dias por semana, conhecer as condições de empréstimos, os fundos e outros detalhes sem precisar sair de onde estiverem. A única necessidade é o acesso à Internet. Empresas que buscam captação no mercado de crédito nem sempre têm facilidades para encontrar um financiador disposto a liberar o recurso, principalmente em um momento de fragilidade econômica e de concentração bancária. Por isso, por meio da plataforma, é possível visualizar as melhores propostas de financiamento, deixando a cargo da empresa analisar as melhores condições e iniciar uma negociação de exclusividade. Por meio de um algoritmo é possível cruzar as informações das empresas com a dos bancos de maneira rápida e fácil. Aqueles com maior semelhança entre si dão “match”. O algoritmo cruza uma série de dados, incluindo fatores objetivos, como indicadores das empresas ou da operação, e subjetivos, como recorrência das receitas.  

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