Startups tecnológicas brasileiras mostram interesse no mercado chinês

A comitiva brasileira participou de 27 a 31 da 23ª Feira de Alta Tecnologia da China, em Shenzhen, Província de Guangdong, no sul do país. Entre as 15 empresas com presença online e offline, a maioria eram startups, pequenas e médias empresas (PMEs) do setor.

Foto tirada em 27 de dezembro de 2021 mostra um estande de uma empresa brasileira na 23ª Feira de Alta Tecnologia da China em Shenzhen, Província de Guangdong, no sul do país. (Foto oferecida pelo entrevistado)

Xinhua - Silk Road

Shenzhen, 31 dez (Xinhua) — A comitiva brasileira participou de 27 a 31 da 23ª Feira de Alta Tecnologia da China, em Shenzhen, Província de Guangdong, no sul do país. Entre as 15 empresas com presença online e offline, a maioria eram startups, pequenas e médias empresas (PMEs) do setor.

“Uma parte importante das empresas que trazemos este ano são startups e PMEs de tecnologia. Nos últimos anos, esse grupo tem cada vez mais interesses por internacionalizar as operações na China”, disse José Roberto de Andrade Filho, conselheiro da embaixada brasileira na China, responsável por ciência, tecnologia e inovação.

Segundo ele, a China se tornou um país que atrai consideravelmente a atenção das startups e PMEs brasileiras, que estão buscando maior vendas para China e investimentos de volta ao Brasil, além de conhecer as determinadas tecnologias chinesas e o mercado do maior parceiro comercial do Brasil.

“Como sabemos, a China tem a cada ano um crescimento robusto, um crescimento muito importante entre todos os grandes países do mundo, que também se mostra como oportunidades para o Brasil e já há empresas aproveitando isso”, disse.

AI Robots, uma empresa brasileira de inteligência artificial, participa de forma online na Feira de Alta Tecnologia este ano, vê oportunidades de colaboração com empresas chinesas para trazer soluções de tecnologias que agregam valor para a indústria brasileira.

“Conversamos com empresas chinesas, e elas mostram bastante interessadas em trazer suas tecnologias para o Brasil em parceria técnico-comercial, se interessam em avaliar oportunidades de colaboração da nossa empresa para o mercado chinês”, disse Luma Boaventura, cofundadora da AI Robots.

“É possível perceber um aumento significativo da cooperação em inovação, especificamente quando se fala em startups e suas tecnologias disruptivas”, disse Diego Stone, CEO da KrillTech, startup brasileira que também participa da feira em Shenzhen.

Em novembro, o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) lançou as propostas de cooperação entre os dois países, a instituição acredita que a sustentabilidade, tecnologia e inovação abrirão novas portas de cooperação com o país asiático.

“Agora quando nós olhamos para as startups e PMEs brasileiras, têm havido um movimento crescente na China, mas existe muito mais que podemos e precisamos fazer, como promover o conhecimento mútuo e facilitar a entrada no mercado”, disse o conselheiro. Fim

Xinhua Silk Road
Agência de notícias oficial do governo da República Popular da China.

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