‘Stock split’ da Apple fará DJ se afastar do S&P 500?

Ações da empresa da maçã subiram mais de 70% este ano.

Três novas empresas vão compor o RSI (Relative Strength Index), porque a Apple vai descer 17 lugares no ranking das mais influentes, após o seu “stock split”. Esse indicador mede a força com que uma ação está sendo comprada ou vendida durante um determinado período. Desde julho, o preço de fechamento da Apple é quase sempre acima dos 70 pontos, suporte que, quando perdido, sinalizará uma correção de baixa no curto ou médio prazo no preço do ativo. Não foi por causa da Apple, mas o RSI terá mudanças: a Salesforce.com substituirá a Exxon Mobil; a Amgen ocupará o espaço da Pfizer e a Honeywell International entrará no lugar da Raytheon Technologies. As alterações começarão na abertura de Wall Street, no dia 31 de agosto.

Cada ação da Apple vai virar quatro novas ações. A média do índice Dow Jones é ponderada pelo preço das ações, o que significa que os títulos com o maior valor têm peso, enquanto o S&P 500, é baseado na capitalização de mercado, e não sofrerá nenhuma alteração. A Apple subiu mais de 70% este ano, tornando-se a primeira empresa dos EUA a atingir uma capitalização de mercado acima dos US$ 2 trilhões e contribuiu com 1.400 pontos para a prestação do Dow Jones este ano e, agora que a sua influência vai cair, os investidores temem que o índice seja incapaz de acompanhar o S&P 500, que já renovou máximos históricos.

Em toda a sua história, a Apple realizou quatro “stock splits”. A primeira, em 1987, quando uma ação virou duas e voltou a repetir o feito em 2000 e em 2005. Em 2014, já com Tim Cook ao comando, a ação da empresa mais valiosa do mundo virou sete. O novo desdobramento aconteceu pela seguinte razão: devido as altas consecutivas a aquisição estava ficando inaccessível para a maiori dos investidores. Alias, o mesmo está acontecendo com a Tesla que, em termos de capitalização, com seus US$ 370 bilhões se tornou maior que a Toyata e a Volkswagem juntas.

 

Lojas Marisas no caminho certo

A Marisa divulgou prejuízo de R$ 171,7 milhões no segundo trimestre de 2020, contra perdas de R$ 28,3 milhões no mesmo período do ano anterior. Em relatório, o Bradesco BBI afirmou que a queda de 72% nas vendas foi maior do que o recuo de 66% previsto pelo banco. Apesar da alta de 113% nas vendas do e-commerce, para R$ 63 milhões, ser considerada positiva, a equipe da instituição ressaltou que alguns concorrentes conseguiram crescer de forma mais intensa, como o da Guararapes que aumentou 14%. Mesmo assim, os técnicos avaliam que o trimestre foi difícil, mas as perdas foram menores do que o esperado, o que é uma boa notícia. Por isso, mantiveram o rating de compra para o papel, pois acreditam que a administração está seguindo a estratégia correta para recuperar as vendas e a lucratividade que foi perdida ao longo dos anos.

 

Eneva emitirá debentures de R$ 835 mi

A Eneva vai fazer uma emissão de 835 mil debêntures simples. Cerca de R$ 835 milhões serão captados, o que entrar na primeira série, será utilizado para investimentos e pagamentos futuros relativos à execução do projeto de investimento na área de infraestrutura de gás natural denominado Parque dos Gaviões – Bacia do Parnaíba, que foi enquadrado pelo Ministério das Minas e Energia como prioritário. As debêntures da segunda série serão caracterizadas como “debêntures com adicionalidade ambiental e climática”, com base em desempenho socioambiental satisfatório avaliado por consultoria especializada em parecer independente.

 

Comprar ADRs da Vasta é bom?

O Morgan Stanley está recomendando a compra das ações da Vasta, subsidiária da Cogna, e estabeleceu preço alvo de US$ 20. Considerando o dólar a R$ 5,60, o banco vê uma evolução do múltiplo EV/Ebitda de 24 vezes para 29 vezes no ano que vem. De acordo com a equipe de analistas, a empresa tem uma participação de mercado de 7%, com espaço para dobrar em 2025, e chegar a 18% em 2030. Além disso, o banco vê uma “clara oportunidade” para a Vasta fora do Brasil, dada a baixa penetração de sistemas de ensino na América Latina (5% a 15%), similar ao mercado brasileiro há 15 anos.

 

XP acredita na Tenda e na MRV

As construtoras Tenda e MRV serã beneficiadas com a nova versão do programa Minha Casa, Minha Vida, segundo a XP Investimentos, anunciado na última terça-feira, que será o Casa Verde e Amarela e que busca ampliar o programa habitacional por meio da regularização de imóveis, do incentivo a juros baixos para financiamentos imobiliários e da finalização de obras paradas. Com a redução na taxa de juros do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, a meta é atingir 1,6 milhão de famílias de baixa renda até 2024.

Para a XP, a notícia é positiva para as incorporadoras de baixa renda, como MRV e Tenda, dada a ampliação do espectro de pessoas elegíveis para o programa de habitação popular, mas recomenda apenas ficar olhando para essas ações, cujos preços alvos de Tenda e MRV estão respectivamente em R$ 37,20 e R$ 23. A propósito, alguém tem alguma informação daquela empresa norte-americana subsidiária da MRV, que captou milhões de dólares para lançar o programa “My home, my life”.

 

Mercado Livre vai utilizar 150 carretas

O Mercado Livre contratou nesta semana 60 carretas para ajudar nas entregas de encomendas. Para dar vazão ao aumento expressivo das operações devido à pandemia do coronavirus, o maior portal de comércio eletrônico da América Latina deverá contratar mais 90 carretas.

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