Só bebendo

O índice de inadimplência calculado pelo Telecheque mostra um contraste curioso. Na comparação de setembro sobre agosto, a inadimplência nacional teve o maior recuo (27%) no setor de material de construção. Já o maior salto no número de cheques sem fundos (30%) ocorreu no setor de bares e restaurantes. Embora a boa técnica mande a comparação se dar com o mesmo mês do ano anterior ou com período maior – dados não disponíveis no Telecheque – a contradição pode significar que o aumento da procura pela bebida foi diretamente proporcional à escassez de dinheiro no bolso.

Direitos
Javier Sotos Garcia possui 312 ações da Telefónica S.A. Como acredita que a Justiça espanhola respeita a Lei do Mercado de Valores, Javier, baseado no Artigo 82, solicitou a impugnação dos acordos adotados pela Assembléia Geral Ordinária de Acionistas realizada em 15 de junho. Resultado: a companhia foi notificada. O processo pretende impugnar a aprovação das contas do exercício de 2000 e da gestão do Conselho de Administração no mesmo período; o aumento de capital para aquisição das ações de varias companhias celulares mexicanas de propriedade da Motorola; e o aumento de capital para cobertura do plano de opções para a compra de ações destinado aos empregados da Endemol. O acionista alega que houve a violação presumida do direito de informação e também da violação presumida do regime legal de exclusão do direito de preferencia na subscrição de ações oriundas dos aumentos de capital.

ACM tinha razão
A instalação de um orelhão num diminuto rincão de 450 habitantes no sul do Amazonas mudou literalmente a vida do lugar. Uma das localidades com pelo menos 300 moradores contempladas pelo programa de  antecipação de metas para permitir que as empresas de telefonia possam concorrer fora dos seus atuais mercados, o lugar, após a instalação do telefone pela Embratel, teve o nome trocado para Vila Fernando Henrique Cardoso. Até mês passado, o lugar se chamava Vila Preguiça e era virgem em telefonia.

Congelamento
O colchão não é o melhor lugar para se esconder dinheiro em casa, pelo menos para os europeus. Segundo uma pesquisa encomendada pela American Express, para os alemães, a melhor maneira de se prevenir contra eventualidades é escondendo suas economias no congelador. Já franceses e holandeses preferem um local mais tradicional: o cofre. Na França, calcula-se que o equivalente a US$ 10 bilhões esteja escondida nas residências. Na falta de um cofre, franceses e holandeses esconderiam suas economias embaixo do solo ou no porão. Alguns pensam também em vasos de flores e outros acham que enterrar o dinheiro no jardim é uma boa solução.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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