Só para cima

Ao informar que a primeira sua primeira medida se eleita presidente da República será baixar os juros reais para 6% ao ano, a candidata do PSOL, senadora Heloísa Helena, provocou furor na bancada de jornalistas do programa Roda Viva, na TV Cultura, segunda-feira à noite. Imediatamente, um jornalista indagou se a queda “seria assim: 6% de uma tacada só para baixo?” Lembrado pela candidata que, ao assumir a presidência do Banco Central, em 1999, Armínio Fraga elevou a taxa básica de juros (Selic) de uma só tacada para 45% ao ano, a candidata ironizou: “Se pode subir de uma tacada só, por que não pode cair de uma vez só?” O silêncio estrondoso que se seguiu indicou que a presença de entrevistados que defendem juros decentes é coisa pouco usual no programa.

Cláusula de barreira
Entrevistados pelo Ibope, domingo passado, em Teresina, no Piauí, reclamam que, na opção sobre em partido votariam, não consta o PSOL, da senadora Heloísa Helena. Nas opções para governador do estado, os nomes apresentados também não abrangem todas opções existentes. Apenas na simulação para presidente da República o pesquisado tem o direito de optar por qualquer um dos pré-candidatos que estão no páreo.

Pódio
Não deu para ser campeão, mas a cachaça 51 conseguiu um terceiro lugar no ranking da revista Drinks International, publicado na edição de julho. Com quase 200 milhões de litros vendidos em 2005, a bebida brasileira pulou da quinta para a terceira posição entre os destilados mais comercializados do mundo, ficando atrás do soju coreano Jinro – uma espécie de saque – e do gin filipino Ginebra San Miguel, primeiro e segundo colocados, respectivamente. Marcas como a vodca Smirnoff e o rum Bacardi ficaram na segunda divisão.

Dívida primeiro
A idéia é boa, mas provavelmente será derrubada na justiça: as empresas que estiverem inscritas na Dívida Ativa do Rio de Janeiro serão proibidas de patrocinarem qualquer tipo de evento realizado no estado. É o que propõe projeto de lei do deputado estadual Caetano Amado (PL), que será votado, em primeira discussão, nesta quarta-feira. “Se estas empresas têm dinheiro para investir em patrocínio, nada mais justo do que pagarem o que devem aos cofres públicos”, argumenta o deputado.

Pleno acesso
Em pleno dia de jogo da Seleção, a Assembléia Legislativa do Rio conseguiu aprovar o projeto que dá o direito às pessoas portadoras de deficiência física de ter acesso às praias do estado com cadeiras de rodas especiais que podem se mover tanto na areia quanto na água. O projeto, que vai a sanção da governadora Rosinha Garotinho, é de autoria do presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB), e da presidente da Comissão de Defesa da Pessoa Portadora de Deficiência, deputada Georgette Vidor (PPS).

Plugado
As vendas de computadores pessoais (PCs) aumentaram 35%, em 2005, em relação ao ano anterior, segundo levantamento da IDC Brasil, que projeta crescimento de 24% para 2006. Ainda de acordo com a pesquisa, há um ano e meio o mercado brasileiro de PC é liderado pela Positivo Informática, fabricante 100% nacional.

Retranca
Apesar da vitória magra sobre a Croácia, por 1 x 0, a equipe de Parreira ajudou a impedir que a Bovespa fosse goleada. Enquanto a Bolsa da Rússia desabou 9,4% e a da Turquia, 5,7%, a bolsa brasileira recuou 2,1%. A principal razão da queda menos acentuada do mercado aqui, porém, não foi a consistência dos fundamentos econômicos, mas as expectativas futebolísticas. Com a estréia da seleção na Copa do Mundo, a Bovespa fechou às 15h, atenuando os efeitos da especulação com a divulgação do índice da inflação do atacado nos Estados Unidos e suas consequências sobre os juros norte-americanos.

Cassino
Em 2005, os ativos financeiros existentes nos países do G-7 representavam cerca de 400% do PIB dos sete países combinados; em 1980, equivaliam a 150%.

Currículo
Será que para ser técnico da seleção brasileira é indispensável ser teimoso?

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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