Sublimação

Ex-assessor econômico da candidatura de Brizola à presidência, o economista Carlos Alberto Cosenza, da UFRJ,  disse achar o PT um “um partido sublimado”. “Ele é um movimento no sentido social. Não é um partido político. Acho ele muito leve para ser um partido. É uma poesia”, avalia. Para o economista, se o PT chegar ao poder, vai ter dificuldades para implementar suas propostas. Não porque elas não sejam viáveis, destacou, mas porque pelas “pressões imensas dos elementos que estão no poder, que colocaram em prática um processo de globalização irresponsável e fizeram uma abertura desnorteada”.

Profissional
O publicitário Aroldo Araújo foi escolhido Profissional do Ano e a agência que leva seu nome foi a melhor na categoria Imagem Corporativa e Empresarial, recebendo o Prêmio Idéias em Relações Públicas, iniciativa do Conselho Regional de Relações Públicas do Rio de Janeiro. Ele está na companhia de Roberto Marinho (Organizações Globo), escolhido Empresário do Ano, entre outros premiados.

Renúncia cara
A criação do regime automotivo do Nordeste fornece excelente estudo de caso para a relação subsídios públicos/retorno para o País. Oito, das 11 montadoras que se interessaram pelo projeto, se comprometeram formalmente a investir US$ 1,7 bilhão e criar apenas 2.700 empregos na Bahia em prazo ainda não estipulado. Em troca, ganhariam a redução de 32% do IPI.
O governo não revela quanto essa renúncia custará à nação, mas apenas os subsídios garantidos à Ford – uma das beneficiárias – ultrapasam R$ 1 bilhão. Com o mesmo dinheiro, o governo poderia criar bem mais empregos, investindo, por exemplo, na construção civil ou na reforma agrária, atividades com maior capacidade de gerar mais empregos e a custos mais baixos.
Engodo
Apesar dos gordos subsídios da “viúva”, o País não tem nenhuma garantia de que os investimentos prometidos sejam feitos nem que os empregos anunciados sejam gerados. Uma das candidatas a usufruir do novo regime automotivo é a Kia Brasil Automobile, controladora da Asia Motors. Beneficiária do antigo regime automor, ela importou US$ 181 milhões em veículos, com tarifas reduzidas em 50%, sem, no entanto, implantar a fábrica que prometera para a Bahia.
A Asia Motors, no entanto, não foi a única montadora a ser cevada com dinheiro do governo baiano e da União, sem cumprir suas obrigações no acordo. Nenhuma das 35 montadoras beneficiadas pelos generosos subsídios da “viúva” construiu uma única fábrica no País. Não é preciso acrescentar, nenhuma também sofreu qualquer punição ou devolveu um centavo sequer. Mas ai delas, se seus executivos fossem aposentados ou pensionistas.

Dupla punição
Projeto de lei aprovado pela Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados pode acabar com a cobrança de taxas de religação de luz, água e esgotos. O projeto, de autoria do deputado Wilson Santos (PMDB-MT), alega que a inadimplência do consumidor já é punida pela aplicação de multa e suspensão do fornecimento. A cobrança da taxa de religação constituiria uma outra pena, caracterizando dupla punição pela mesma falta. Wilson Santos lembrou que o índice de desemprego e o baixo salário mínimo são componentes decisivos para que esta dupla cobrança seja proibida. “Não podemos admitir exemplos como da concessionária de luz de Brasília que chega a cobrar R$ 15 pela taxa de religação de emergência, quando muitas das vezes a conta do usuário não ultrapassa R$ 10.”

Confissão
O anúncio público da decisão da livre conversibilidade do real revela que a situação da balança de pagamentos do País é mais grave do que é admitido oficialmente pelo Banco Central.

“Flaménco”
Antes mesmo de conseguir aprovar o polêmico contrato de parceria com a ISL, o presidente do Flamengo, Edmundo Santos, está enviando farto material de propaganda da consultoria suíça às redações. Colorida e detalhada, a propaganda esbarra apenas num pequeno detalhe, difícil de engolir, principalmente, em se tratando do clube mais popular do Brasil: o material é todo em inglês!

Fora da rede
Internautas estão convocando uma greve para o próximo dia 21. Segundo os organizadores, a paralisação é em protesto contra o último aumento das tarifas telefônicas, que teria acabado com o direito de se pagar apenas um impulso aos domingos, feriados e sábados a partir de 14 h. Os organizadores do movimento pedem aos internautas para que ninguém se conecte dia 21.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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