Subordinação aos EUA no 5G: erro comercial e geopolítico

O Reino Unido deverá se atrasar três anos com a decisão de remover a tecnologia 5G da chinesa Huawei, e o custo total da decisão do governo de Boris Johnson para a economia pode exceder £ 7 bilhões (cerca de R$ 45 bilhões). A implantação do 5G, muito além de uma questão tecnológica, é estratégica, pelas amplas possibilidades que o novo sistema abre. Para os britânicos, porém, houve uma subordinação aos interesses estratégicos e comerciais norte-americanos.

Em uma série de artigos publicados no Monitor Mercantil no início do ano, Vladimir de Paula Brito, doutor em Ciência da Informação, fez uma advertência: “O caso em questão envolve a escolha da plataforma tecnológica que proverá a infraestrutura para as redes de internet móvel de quinta geração, também conhecida como rede 5G. Mais do que uma questão pontual de telecomunicações, trata-se de uma escolha de cunho centralmente geopolítico com profundas implicações sobre a economia, o desenvolvimento tecnológico, o posicionamento político internacional, as alianças militares e o próprio crescimento econômico.”

E prosseguiu: “Em países como o Brasil predomina ainda uma ingênua concepção de que a tecnologia seria neutra, advinda de indivíduos visionários que saberiam captar as necessidades do público e sua disposição de pagar por elas. Na realidade, parcela substancial do desenvolvimento tecnológico é subordinado aos interesses dos governos nacionais, principalmente das grandes potências.”

No caso dos súditos da rainha no Reino Unido, que seguiram os passos dos igualmente súditos australianos, houve um alinhamento com os Estados Unidos, sem benefícios comerciais e tecnológicos visíveis. Do ponto de vista geopolítico, ficam subordinados à antiga colônia e podem se afastar ainda mais da Europa. É um alerta para o Brasil, que sofrerá pressões do amigo da onça Trump. A espionagem dos EUA sobre o governo brasileiro (Dilma) e a interferência nas operações do pré-sal (via Lava Jato), para falar de casos recentes, deixam claro que seria o caminho errado.

 

Cálculo do FGTS

A partir desta segunda-feira, o Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador (IFGT) lança o sistema Fundo de Garantia do Trabalhador – FGT, que ajudará trabalhadores a calcularem e emitirem extrato para controle do que não foi depositado pelas empresas. A ideia é que eles tenham acesso ao valor correto com juros e correção monetária, distribuição de lucros e mais a multa de 40% se forem demitidos sem justa causa, ou de 20% se foi uma demissão por acordo.

O sistema calculará ainda as perdas geradas pelos expurgos da TR (Taxa Referencial), que atualiza monetariamente o Fundo de Garantia, que de agosto/1999 até o dia 10/07/2019 já confiscou R$ 400 bilhões, e muito mais”, diz Mario Avelino, presidente do IFGT.

O governo só garante o que é depositado, o que não é depositado, é um problema do trabalhador. De acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), 236.374 empresas estão inscritas na Dívida Ativa da União, devendo mais de R$ 32 bilhões de Fundo de Garantia não depositado, sem contar mais alguns bilhões que ainda não foram inscritos.

O sistema terá uma versão em aplicativo, por enquanto somente em Android no Google Pay. Mais informações em aqui.

 

Crise e oportunidade

Especialista na China diz que país saiu fortalecido das duas crises deste século (11/9 e 2018), o que deverá acontecer novamente agora. Ele prevê que, em até 5 anos, a China tenha uma economia nominal maior do que a dos EUA.

 

Rápidas

A Associação Comercial do Rio de Janeiro completou 211 anos dia 15. É uma das mais antigas instituições do país, palco de debates e de iniciativas em defesa dos interesses do empresariado e do estado do Rio *** O IAG – Escola de Negócios da PUC-Rio promove webinar “Como Criar uma Franquia de Sucesso”, nesta segunda, às 19h. Inscrições aqui *** A Agência A+, de comunicação integrada, está lançando o curso InstA+, de capacitação, que faz parte do novo braço da empresa, a plataforma A+ Online. Detalhes aqui *** Na próxima terça, às 20h, a socióloga Ingrid Gerolimich conversa com o governador do Maranhão e ícone da oposição a Bolsonaro, Flávio Dino, sobre os desafios que o Brasil enfrentará para sair da crise. Ao vivo pelo perfil do Instagram da @revistaforum

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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