As norte-americana Smith & Nephew Inc. e a alemã Smith & Nephew Ortopedia GmbH, subsidiárias da empresa britânica de dispositivos médicos Smith & Nephew, foram acusadas pela Securities and Exchange Comission (SEC) de violar o Foreign Corrupt Practices Act, ao subornarem há mais de uma década os médicos públicos na Grécia há mais de uma década para ganhar as concorrências. Assim, a Smith & Nephew Plc vai pagar US$ 5,4 milhões e a Smith & Nephew Inc. uma multa de US$ 16,8 milhões para o regulador e para o Departamento de Justiça dos EUA. Até agora, o suborno custou mais de US$ 22 milhões.
Na acusação contra a Smith & Nephew Plc consta que as duas subsidiárias, através de um distribuidor grego, venderam produtos ortopédicos para a rede hospitalar do país desde 1970, pois na Grécia, a maioria dos hospitais é de propriedade do governo e os médicos são funcionários públicos. A partir de 1997, no entanto, desenvolveram um esquema para fazer pagamentos a três entidades controladas pelo distribuidor no Reino Unido. Tais recursos eram destinados a fundos off-shore que faziam, sem a necessidade de recolhimento de impostos aos gregos, os pagamentos ilegais para os médicos, empregados dos hospitais e autoridades governamentais. Contabilmente, a saída de tais recursos era lançada como quitação da prestação de serviços de marketing que nunca foram realizados.
O esquema só foi descoberto por causa de uma mensagem eletrônica entre funcionários da subsidiária norte-americana e o distribuidor grego que não concordava com a redução das comissões.
Franceses querem sair de Portugal
No ano passado, a France Télécom iniciou a revisão dos seus artigos não estratégicos com a venda da participação acionária na Orange Áustria. Agora, a operadora francesa pretende se desfazer dos 20% que detém na operadora portuguesa Sonaecom, o mais rápido possível. A parte francesa foi adquirida através da Atlas Services Belgium e está estimada em cerca de 90 milhões de euros.
Liguem para a SEC
Uma das coisas mais irritantes é ouvir na série Law & Order SUV, um detetive dizer que vai obter algumas informações com um amigo que trabalha na Comissão de Valores Mobiliários. Caramba, os tradutores tem de saber que a série televisiva é sobre um departamento especial da polícia de Nova York, então, a ligação deve ser para a SEC. Além disso, para que gastar dinheiro do contribuinte norte-americano ligando para o Brasil na procura de alguma pista num órgão que nada vê, nada ouve e nada fala.
Qual o valor do empreendimento?
Tecnisa e a PDG Realty, em atendimento a Instrução CVM 358/02, estão informando aos seus acionistas e ao mercado em geral que foi registrado o loteamento denominado “Jardim das Perdizes”, perante o 10º Cartório de Registro de Imóveis de São Paulo, no terreno conhecido como “Telefônica”, localizado na Avenida Nicolas Boer, esquina com a Avenida Marques de São Vicente. Com o registro, cada lote passou a ter a sua matricula individualizada, onde serão desenvolvidos e incorporados os futuros empreendimentos imobiliários. As companhias informam que as obras de infra-estrutura estão bem adiantadas e continuarão até a obtenção dos alvarás de aprovação para os lançamentos dos imóveis.
O loteamento em questão e detido pela sociedade de propósito especifico Windsor Investimentos Imobiliários Ltda., na qual a Tecnisa detém participação equivalente a 68,9%; a PDG, 25,0% por meio da Agra Empreendimentos Imobiliários S.A.; e a BV Empreendimentos e Participações S.A., 6,1%.
Enquanto isso, a CR2 Empreendimentos Imobiliários nada informa alegando que em tudo o valor é inferior ao patrimônio.















