Sudeste tem o menor preço médio para gasolina e etanol

Postos de SP registraram a gasolina, o etanol e o diesel mais baratos entre os demais estados da região

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Bomba em posto de combustível (Foto: José Cruz/ABr)
Bomba em posto de combustível (Foto: José Cruz/ABr)

Dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa, apontaram que na Região Sudeste o preço médio do litro da gasolina fechou abril a R$ 5,83, com alta de 0,34% ante a primeira quinzena do mês. Já o etanol foi comercializado a R$ 3,84, após redução de 1,59%. O preço do diesel comum encerrou o mês a R$ 5,92 e o S-10 foi encontrado a R$ 6,06; ambos se mantiveram estáveis em relação à quinzena anterior.

“A gasolina e o etanol comercializados no Sudeste foram os mais baratos, se comparados às demais regiões. Apesar de todos os estados sudestinos registrarem aumentos no preço do litro da gasolina, do etanol e do diesel, os postos dos estados comercializaram ambos pelo menor preço médio entre os demais. O etanol foi considerado mais vantajoso para abastecimento em todo o Sudeste, além de ser ecologicamente mais viável por contribuir para uma mobilidade de baixo carbono”, explica Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil

Ainda segundo o IPTL. no fechamento de abril o valor do litro do etanol foi comercializado à média de R$ 3,93, com aumento de 1,55% ante a primeira quinzena do mês. A gasolina foi encontrada a R$ 5,96, após acréscimo de 0,51%.

“Neste encerramento de mês, quando a média do etanol do consolidado de abril é comparada com o fechamento do mês anterior, período em que o combustível foi registrado a R$ 3,75, o aumento é de 5%. Já para a gasolina, o acréscimo em relação ao mês passado foi menor, de 1%”, destaca Douglas.

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O etanol segue em alta em todas as regiões brasileiras, com destaque para o Centro-Oeste, onde mesmo apresentando o menor preço médio entre as demais regiões, de R$ 3,84, o valor do litro aumentou 1,86% em relação aos primeiros quinze dias do mês. No Sudeste, o etanol também fechou o mês a R$ 3,84, mesma média registrada no Centro-Oeste. O etanol mais caro do país foi encontrado nas bombas de abastecimento da Região Norte, a R$ 4,56.

O Centro-Oeste foi a única região a registrar estabilidade no preço da gasolina, que fechou abril a R$ 6,02. Já o Nordeste apresentou o aumento mais expressivo no preço do combustível, de 0,83%, que encerrou o período a R$ 6,08. A gasolina mais cara foi encontrada no Norte, a R$ 6,37, e a mais barata, no Sudeste a R$ 5,83.

Quase todos os estados e o Distrito Federal registraram aumento no valor do etanol, com exceção de alguns da Região Norte, onde os preços ficaram estáveis ante a primeira quinzena: Acre, Amapá, Rondônia e Roraima. O maior aumento no preço do etanol, de 3,37%, foi identificado no Mato Grosso, que fechou abril com o litro a R$ 3,68. A média mais alta foi registrada em Roraima, a R$ 5,02, e a mais baixa, no Mato Grosso, a R$ 3,68.

A gasolina também ficou mais cara na maior parte dos estados, mas registrou recuos em dois e no Distrito Federal, e o mais expressivo, de 1,61%, foi identificado nas bombas de abastecimento do Rio Grande do Norte, que fechou o mês com o litro a R$ 6,11. O aumento mais significativo, de 2,18%, foi identificado na Bahia, onde o combustível foi encontrado a R$ 6,10. A gasolina mais cara foi comercializada nos postos acreanos, a R$ 6,76, e a mais barata nos paulistanos, a R$ 5,76.

Já o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, elaborado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontou que em abril, o preço médio nacional do etanol foi de R$ 3,852, o que representa uma alta de 5,4% em relação ao mês anterior. No balanço parcial de 2024, o preço do biocombustível já acumula uma valorização de 7,5% nos postos. Mesmo com o aumento, o etanol ainda está 4,5% mais barato do que há 12 meses: em abril de 2023, o valor do litro era R$ 4,015 por litro.

Comparativamente, na média das capitais, o combustível apresentou um preço médio de R$ 3,942 por litro – alta de 4,9% em relação ao mês anterior e de 7,5%, no balanço parcial de 2024. De acordo com o levantamento, em abril de 2024, postos sediados no Nordeste e Norte comercializaram o etanol pelos maiores valores por litro (R$ 4,404 e R$ 4,396, respectivamente), enquanto consumidores do Sudeste e o Centro-Oeste encontravam os menores preços médios nacionais (R$ 3,775 e R$ 3,804, respectivamente).

O aumento mensal no preço do etanol abrangeu todas as regiões brasileiros, com destaque para os incrementos no Centro-Oeste (6,3%), Sudeste (5,9%) e Nordeste (3,8%). No recorte por UF, as maiores altas ocorreram no Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Mato Grosso, Sergipe, Minas Gerais e São Paulo. Comparativamente, nas capitais, os movimentos mais expressivos se deram em: Natal, Cuiabá, Brasília, Belo Horizonte, Aracaju, Maceió, São Paulo e Campo Grande.

Entre os fatores que contribuem para explicar a valorização do etanol nos postos, destacam-se a demanda doméstica, que tem se mantido bastante aquecida, a maior procura pelo biocombustível, que contava com boa vantagem competitiva nas bombas (em relação à gasolina), e a disponibilidade (oferta) limitas do combustível pelas usinas.

Segundo o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, os preços médios em abril foram os seguintes: gasolina comum (R$ 5,890), gasolina aditivada (R$ 6,016), etanol hidratado (R$ 3,852), GNV (R$ 4,727), diesel comum (R$ 5,981) e diesel S-10 (R$ 6,024). Em relação ao mês anterior, todos os combustíveis monitorados apresentaram elevação nos respectivos preços médios: etanol hidratado (5,4%), gasolina comum (0,9%), gasolina aditivada (0,9%), diesel comum (0,4%), GNV (0,3 %) e diesel S-10 (0,3%). No acumulado até abril de 2024, quatro dos seis combustíveis ficaram mais caros nos postos brasileiros: etanol hidratado (7,5%), gasolina aditivada (3,1%), gasolina comum (2,9%) e GNV (1,3%); enquanto os demais se tornaram mais baratos para os consumidores, em média: diesel S-10 (-1,3%) e diesel comum (-0,9%).

De acordo com o estudo, graças à valorização observada nos primeiros meses de 2024, a vantagem que existia no abastecimento com etanol à gasolina comum foi bastante reduzida, tanto na média nacional (69,1%) quanto na média das capitais (68,9%). “Contudo, adotando-se o critério de 70% para definir o custo-benefício, o etanol ainda é a opção preferencial para abastecimento de veículos flex fuel em vários estados e capitais, como em: Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Minas Gerais e Distrito Federal, além de suas respectivas capitais”, diz a análise.

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