Suicídio entre idosos cresceu no Chile e ficou estável no Brasil

Introdução do sistema de capitalização efetivamente contribuiu para o aumento das taxas entre os idosos.

Ao contrário do que ocorreu na maior parte (62%) dos países para os quais existem dados na base da Organização Mundial de Saúde, as taxas de suicídio no Chile subiram entre 1980 e 2015; mais ainda entre a população idosa. No Brasil, embora essas taxas também tenham crescido, o fizeram em escala muito menor e, ao contrário do Chile, menos entre a população idosa do que no restante da população. É o que demonstra Emílio Chernavsky, doutor em Economia pelo IPE-USP, em artigo no Boletim de Informações da Fipe. De fato, o Chile possui uma taxa de suicídios elevada quando comparada à média mundial, e mais ainda em relação à América Latina. Isso ocorre não apenas entre os idosos, mas também entre a população em geral.

Sob a hipótese plausível de que fatores específicos a cada país impactam no mesmo sentido a taxa de suicídios em todas as faixas etárias, enquanto que características do sistema previdenciário afetam principalmente os idosos, os dados sugerem, assim, que a introdução do sistema de capitalização efetivamente contribuiu para o aumento das taxas de suicídio dos idosos no Chile, enquanto que a expansão da Previdência contribuiu para reduzir o crescimento das taxas de suicídio dos idosos no Brasil”, escreve Chernavsky.

De 1980 a 2015, a taxa de suicídio das pessoas com idade entre 55 e 74 anos no Chile teve alta de 5,5%. No Brasil, também subiu, mas apenas 1,4%. No grupo acima de 75 anos, o aumento no Chile foi ainda maior: de 8,8%. Entre os brasileiros, quase estabilidade: 0,3% de alta. “Essa taxa permaneceu praticamente estável no período, caracterizada pela forte expansão da Previdência Social, que passou a pagar benefícios à grande maioria da população idosa do país”, atesta o pesquisador. Data deste período a introdução do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que começou com a designação de Loas.

 

Impacto da dívida

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado debate nesta terça-feira, às 10h, a dívida pública e seus desdobramentos na economia brasileira. Foram convidados para a audiência a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli; o diretor de Fiscalização da Dívida Pública, da Política Econômica e da Contabilidade Federal do TCU, Alessandro Caldeira; o diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), Felipe Salto; e o subsecretário da Dívida Pública da Secretaria do Tesouro Nacional, José Franco Medeiro de Morais.

O pedido para a audiência é do senador Vanderlan Cardoso (PP-GO). Antes do início do debate, será lido o relatório do senador Irajá (PSD-TO) sobre a indicação da economista Fernanda Nechio ao cargo de diretora no Banco Central. A sabatina será feita em outra data.

 

Receita infalível

Nos governos do PT, o Brasil encontrava-se na lista dos países democráticos voltados à inclusão social; com Bolsonaro, passou a fazer parte do grupo dos dez piores países para os trabalhadores ganharem a vida. “Receita neoliberal é infalível contra os que vivem do trabalho”, sintetiza o economista Marcio Pochmann, em seu Twitter.

 

Leão ocupado

Os contribuintes que caíram na malha fina estão enfrentando dificuldade para fazer o agendamento na Receita Federal. Luana Maria Camargo, gestora da área societária da Confirp, diz que a justificativa é que foram enviadas muitas intimações e faltam auditores.

Essa situação vai na contramão de novidades que facilitam o contribuinte, como é o caso do programa Meu Imposto de Renda, no qual as pessoas já podem saber com velocidade se suas declarações foram processadas, se estão já na Malha Fina e os erros que levaram a essa situação. Porém, isso não significa que estão livre dessa situação, pois existe um prazo de cinco anos para que a Receita Federal possa questionar as informações.

 

Pobres do Guedes

Em média, o aposentado chileno pelo sistema de capitalização ganha 40% do último salário. Seria pior não fosse a contribuição do Estado: a aposentadoria seria de apenas 20% do último salário. Mesmo assim, 44% dos aposentados fica abaixo da linha de pobreza.

 

Rápidas

O Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) realizará o seminário “Os novos modelos da locação imobiliária urbana” nesta terça-feira, das 9h30 às 12h30, no Centro do Rio. Inscrições em iabnacional.org.br *** O Ponto de Leitura do Sesc volta ao Caxias Shopping neste sábado. O projeto oferece pequeno acervo com livros em HQ e revistas em quadrinhos para que os clientes possam ler no local.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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