Supermercados criam 327 empregos no estado do Rio

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Caixas de supermercados (Foto: Sejuf)
Caixas de supermercados (Foto: Sejuf)

O setor supermercadista do Estado do Rio de Janeiro abriu 327 postos de trabalho, com carteira assinada, em fevereiro. Pela primeira vez, em três anos, o setor gerou empregos formais no mês em questão.

A Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), através da consultoria Future Tank, analisou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho.

O Rio de Janeiro, por sua vez, foi o quarto estado em geração de empregos no último mês. No entanto, os estados que mais fecharam postos de trabalho foram Maranhão (-848), Rio Grande do Sul (-630) e Ceará (-464).

Para o presidente da Asserj, Fábio Queiróz, a geração de empregos em fevereiro é reflexo da confiança dos supermercadistas fluminenses para 2024. “O trabalho formal, de carteira assinada, é um dos maiores orgulhos dos trabalhadores. Possibilita que eles tenham crédito, consumam e realizem seus sonhos. Temos que comemorar esse ótimo resultado”, destaca o executivo.

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País

Em nível nacional, também foi observada abertura de vagas no setor supermercadista em fevereiro (1.943). Das 27 unidades da federação, 13 apresentaram saldo de contratações, com destaque para São Paulo (2.579), Paraná (1.006) e Mato Grosso (492).

De acordo com o economista da UFPB e UFPE, Jefferson Lucas, no cenário econômico recente do Brasil, uma notícia positiva desponta no horizonte: a criação de empregos formais registrou um aumento significativo em fevereiro deste ano. De acordo com os dados do Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, foram gerados 306,11 mil empregos com carteira assinada no período, marcando um crescimento de 21,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Supermercado (Foto: Marcelo Camargo/ABr)
Supermercado (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Segundo Lucas, esse incremento no mercado de trabalho reflete não apenas uma recuperação em relação aos números anteriores, mas também sinaliza uma tendência positiva para a economia brasileira. No primeiro bimestre de 2024, o país contabilizou a criação de 474,61 mil vagas formais, representando um aumento expressivo de 38,5% em comparação ao mesmo período de 2023.

– É importante destacar que esse desempenho é o melhor para meses de fevereiro desde 2022, evidenciando um movimento de retomada após períodos desafiadores. Em contraste com anos anteriores, percebe-se uma mudança na metodologia de análise, o que torna a comparação com os números anteriores a 2020 menos pertinente.

O economista também explica que os setores da economia brasileira também apresentaram resultados positivos, com a geração de empregos formais em todas as áreas. O setor de serviços despontou com o maior número absoluto de vagas criadas, indicando uma demanda contínua por mão de obra nesse segmento. Esse cenário demonstra a resiliência e a capacidade de adaptação do mercado brasileiro diante das transformações econômicas globais.

Além disso, a distribuição regional dos empregos gerados mostra que todas as regiões do país contribuíram para esse crescimento, evidenciando um desenvolvimento mais equilibrado e descentralizado. Essa tendência é crucial para reduzir as disparidades regionais e promover um crescimento mais inclusivo e sustentável.

Salários

No que diz respeito aos salários, o economista frisa que observou-se queda real no salário médio de admissão em fevereiro de 2024 em relação ao mês anterior. No entanto, quando comparado ao mesmo período do ano anterior:

Houve aumento no salário médio de admissão, indicando uma valorização dos trabalhadores em meio à recuperação econômica.

“É importante ressaltar que os dados do Caged não incluem os trabalhadores informais, o que limita a abrangência da análise sobre o mercado de trabalho como um todo. Para uma compreensão mais completa da situação do emprego no Brasil, é necessário considerar também os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que abarcam o setor informal da economia”, afirma.

Lucas finaliza: Em suma, os dados recentes sobre a criação de empregos formais no Brasil apontam para uma recuperação gradual e sustentável do mercado de trabalho, refletindo a resiliência da economia brasileira diante dos desafios enfrentados. No entanto, é fundamental que as políticas públicas e as iniciativas privadas continuem a fomentar o crescimento econômico e a geração de empregos, visando garantir um desenvolvimento mais justo e inclusivo para todos os brasileiros.

Matéria atualizada, às 18h30, para inclusão da análise do economista Jefferson Lucas sobre os números do Caged.

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