Superávit automotivo

O consultor de seguros Luis Roberto Castiglione critica o aumento de 42% imposto no seguro obrigatório (Dpvat). “Não há justificativa para este reajuste. Está absurdamente acima da inflação”, afirmou Castiglione. Para o consultor, a medida pune a população para gerar renda para o governo federal. Isentando as seguradoras que participam do consórcio de qualquer culpa, ele crê que o acréscimo foi decorrência de pressões políticas vindas do Palácio do Planalto. “Como parte dos recursos do Dpvat vai diretamente para o SUS, creio que houve pressão. O governo aumenta a arrecadação e as seguradoras é que ficam desgastadas”, afirmou.

Supremo político
Reconciliado com a opinião pública após abortar a interminável chicana em que ameaçava se tornar o processo de cassação do então deputado José Dirceu, o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda insiste em qualificar de “política” a saraivada de críticas que recebeu após o empate técnico que ameaçava recomeçar do zero o julgamento do processo no Congresso. A reclamação é injusta quando o próprio perfil dos integrantes do STF lembra ao público a origem política – em alguns casos até com militância partidária – de parte dos seus integrantes.
O próprio presidente do STF, Nelson Jobim – ex-deputado constituinte e ex-ministro do governo FH – reclamou, sem aparentemente acompanhar até o fim a lógica produzida por sua própria queixa, de que no governo tucano era acusado de “ser o líder da bancada do governo no Supremo”, epíteto que, acrescenta, se repete no governo Lula.
O STF também tem entre seus membros um ex-candidato a deputado pelo PT de Sergipe e um integrante que, poucos meses antes de trocar o ministério tucano pelo cargo atual, qualificou sua futura casa de “manicômio judiciário”. Também integram o histórico do Supremo o envio de Olga Benário Prestes – comunista e judia – à Gestapo de Hitler, bem como as absolvições de Collor e da Turma dos Anões.
Todas essas decisões encontram defensores qualificados para justificá-las juridicamente, com argumentos tão respeitáveis quanto dos capazes de criticá-las. O que separa os dois grupos, não é, certamente, seu equipamento jurídico e intelectual, mas sua visão política da sociedade em que vivem.

George Franco
Escrita em 1966 por Fernando Arrabal, estréia nesta sexta, às 20h, na Casa da Ciência, O Arquiteto e o Imperador da Assíria. O texto conta a história de dois personagens que, sob a opressão da guerra, criam jogos para tentarem sobreviver ao caos. A peça original, que se referia à ditadura do general Franco, na adaptação da diretora Ana Vanessa Santos ganha nova roupagem para criticar a invasão do Iraque pelo Estados Unidos. O Arquiteto… fica em cartaz até domingo, sempre no mesmo horário. A Casa da Ciência fica na Rua Lauro Muller, 3 (Botafogo, Rio de Janeiro).

Novo cenário
Criado pela Federação das Indústrias do Rio (Firjan) em 1998, o prêmio Rio Export chega à sua oitava edição com radical mudança na corrente de comércio do estado. Entre 1998 e 2004, a receita cambial gerada pelas exportações fluminenses saltou de US$ 1,78 bilhão para US$ 7 bilhões, com crescimento de 294,2% no período; a participação do Estado do Rio de Janeiro nas exportações do país passou 3,48% para 7,28%, passando do nono para o quinto lugar no ranking dos estados exportadores.
A Petrobras foi a vencedora na categoria de “Maior exportador do Estado do Rio de Janeiro”. Também levaram para casa o prêmio: CSN (categoria “Indústria de transformação”); Peugeot Citröen (“Mercosul”); Roche (“Produtos com alto conteúdo tecnológico”); Filipac (“Microempresa”); Filó (“Moda íntima”); Pistache (“Moda praia”); Thor (“Rochas ornamentais”); Apilani Máquinas (“Programas do Banco do Brasil”); e SH Formas (“Centro Internacional de Negócios”).

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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