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sexta-feira, janeiro 15, 2021

Superávit

Na contramão do fiscalismo palocciano, o economista Dércio Garcia Munhoz, da Universidade de Brasília (UnB), frisa que o problema da Seguridade Social no Brasil não é a falta, mas o excesso de recursos: “Ano passado, foram R$ 86 bilhões de receita, menos R$ 30 bilhões gastos na Saúde e na Assistência Social. Sobram R$ 56 bilhões.” Outros R$ 17 bilhões, segundo ele, foram destinados à assistência rural. “Sobram ainda aproximadamente R$ 30 bilhões, mesmo considerando a despesa de R$ 10 bilhões com os aposentados da União. Esses recursos eles querem para pagar juros”, resume.

Energia futura
O Brasil vai precisar acrescentar 85 mil Megawatts (MW) à sua capacidade de produção de energia elétrica até 2020. Isso representa cerca de 5 mil MW por ano para acompanhar o crescimento econômico do país. Para suportar esse aumento, será necessário construir cerca de 35 mil quilômetros de linhas de transmissão. Se os planos saírem do papel, o sistema de energia elétrica do país saltará para 165,3 mil MW, quase o dobro da atual potência, e terá 108 mil quilômetros de linhas de transmissão. Os dados são do corpo técnico do programa Infra 2020, uma iniciativa da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib) e da Alcântara Machado, que calcula em US$ 82,3 bilhões os investimentos necessários para atingir esses objetivos em 17 anos, o que representa aproximadamente US$ 4,8 bilhões por ano.

Brasil real
Diferentemente do setor financeiro, do FMI e do governo Bush, os empresários da construção civil do Rio não estão tão otimistas sobre o futuro do país. Segundo pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio), 60% deles acham que a economia brasileira não crescerá nos próximos meses. Além disso, 63,5% esperam queda na rentabilidade das empresas no próximo bimestre. Mais da metade (51,9%) acham que a participação de sua empresa no mercado não crescerá, contra apenas 29,5% que esperam contratar novas obras. Como corolário mais perverso desse quadro, nos últimos três meses 70,5% das empresas não fizeram contratações. Para o diretor-executivo do Sinduscon-Rio, Antônio Carlos Mendes Gomes, “a pesquisa revela com realismo o quadro recessivo que atinge o setor”.

“Hermano”
O resultado das eleições na Argentina influenciará de forma positiva o Mercosul, de acordo com 91,3% dos internautas ouvidos em enquete do endereço eletrônico da Boucinhas & Campos (www.boucinhas.com.br). Apenas 6,35%, consideram a eleição de Néstor Kirchner negativa para as negociações do bloco econômico. Os 2,35% restantes acreditam que o resultado não interferirá no Mercosul. A enquete foi realizada entre 20 de maio e 18 de junho.

Esvaziamento
Apenas cinco municípios da Região Metropolitana de São Paulo constam dos 25 primeiros lugares de Desenvolvimento Econômico Equilibrado, ranking que será divulgado hoje pelo Instituto de Estudos Metropolitanos em Santo André, na Grande São Paulo. O índice abrange cinco quesitos econômicos – Índice de Potencial de Consumo, Valor Adicionado, Imposto Sobre Serviços, Índice de Inclusão Digital e Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores. O resultado, segundo o instituto e a Target Marketing e Pesquisa, explicita a gradativa deterioração econômica e social da Grande São Paulo, por força da contínua perda no setor industrial.

Semelhantes
O Prona, deve conseguir hoje que a Mesa da Câmara reconheça direito de ter liderança na casa. O partido de Enéas apresenta provas de que elegeu – com coligações – 12 deputados em cinco estados, como determina a legislação. O mesmo argumento foi utilizado pelo Partido Verde (PV) e aceito pela direção da Câmara.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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