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domingo, janeiro 17, 2021

Supérfluo

Os gastos públicos em saúde e educação na América Latina somam US$ 40 bilhões, praticamente a mesma quantia que se gasta com cosméticos e alimento para cachorros. A comparação é de Roberto Verrier, presidente da Associação de Economistas da América Latina e Caribe, que está no Brasil para participar do VII Congresso de Economistas da região, que começa nesta segunda-feira, no Hotel Glória, Rio de Janeiro.

Rio exportação
O Conselho de Negócios Brasil-Estados Unidos e a Câmara Americana de Comércio vão receber o governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, em Washington D.C., no próximo dia 14. Garotinho falará no seminário “Oportunidade de Negócios no Estado do Rio de Janeiro” e apresentará as diretrizes de seu governo. Serão apresentados também painéis sobre investimentos no Rio, com participação de investidores e de dirigentes de empresas públicas e privadas. O evento começará às 9h30, seguido de almoço.

Olho vivo
Com sua verve de sempre, a economista Maria da Conceição Tavares discorda dos que ficam aguardando a desvalorização do iuan, a moeda chinesa. Conceição salienta que a China aproveitou a quebra do México, em 94, para largar na frente e desvalorizar sua moeda primeiro que os demais asiáticos. “Isso é que explica como seu saldo comercial saltou de US$ 10 bilhões para US$ 100 bilhões em três anos”, argumenta a economista, que participou, sexta-feira, na Uerj, do debate “O Brasil frente à nova hegemonia americana”, que encerrou o seminário “Desenvolvimento: o mito e o fato”.
Mister emissão
Dos três elementos-chaves que caracterizam a hegemonia dos Estados Unidos – inovação tecnológica, força militar e moeda – o principal é moeda. A análise é do economista Aloísio Teixeira, da UFRJ, que justifica sua tese com um argumento de peso: “Os EUA podem se dar ao luxo de ter o maior déficit do mundo na balança de pagamento. Graças ao dólar, isso não é um problema dos EUA. É um problema do resto do mundo”, avalia Teixeira, que participou do mesmo debate com Conceição.
Cegueira ideológica
Ainda no seminário, Teixeira atacou duramente as elites locais, pela inserção submissa do país à globalização: “Nos anos 90, nossa elite capitulou (ao neoliberalismo) e fez questão de mostrar ao resto do mundo aquilo que já sabíamos, envergonhadamente: é a elite mais vagabunda do mundo. Ela capitulou completamente à inserção subordinada na globalização”, criticou.

Nova data
Fernando Henrique Cardoso sanciona segunda-feira lei que altera o Dia da Imprensa, que passará a ser comemorado em 1º de junho de cada ano. A mudança da data teve origem em projeto de lei de autoria do deputado federal Nelson Marchezan (PSDB-RS) que transfere a comemoração para o dia correspondente ao lançamento, em 1808, do Correio Braziliense, considerado o primeiro jornal genuinamente brasileiro, embora impresso em Londres, Inglaterra. O Dia da Imprensa começou a ser comemorado em 10 de setembro por ter sido, nesse dia, em 1808, que começou a circular o jornal A Gazeta do Rio de Janeiro.

Vingança macabra
O desgaste do governador Mário Covas chegou às trincheiras montoristas. O ex-ministro do Planejamento João Sayad e colega de Covas, FH & Cia no governo Franco Montoro, já admite até votar em Collor para prefeito de São Paulo. Ou seja, vale tudo – tudo mesmo – para não votar no tucanato paulista.

Guerra santa
Os países islâmicos estão ameaçando boicotar os produtos da Disney, que vai exibir Jerusalém como capital de Israel numa feira no final de setembro na Flórida. A Disney obtém US$ 100 milhões por ano com suas vendas no Oriente Médio.

Guiné
O TSE deve enviar nova missão para auxiliar nas eleições em guiné Bissau. Uma equipe do tribunal acaba de regressar daquele país, onde colaborou para organizar a primeira eleição após a guerra civil, que terminou com  a deposição do presidente Nino Vieira. O ministro Néri da Silveira, presidente do TSE, recebeu um apelo do primeiro-ministro de Guiné-Bissau, Francisco Fadul, para que a ajuda se estendesse. Néri da Silveira disse que o envio de novo grupo brasileiro é quase certo.

Almoço
O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, foi visto almoçando tranqüilamente, dia desses, com um conhecido doleiro do Rio, no Gávea Golf Club, recanto dos endinheirados da cidade. Quem presenciou o almoço não conseguiu ver qual foi o prato principal, nem quem pagou a conta. Fraga estará novamente no Rio nesta segunda-feira, para participar do seminário “A ética da informação no mercado do ano 2000”, no BNDES.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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