Tal qual com capitão Bolsonaro, Exército não pune general Pazuello

Há 33 anos, o atual presidente era absolvido da acusação de planejar explodir bombas em quartéis.

Em curta nota divulgada em seu site (veja íntegra ao final deste texto), o Exército abriu mão de punir o general Eduardo Pazuello pela participação no ato do presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro, em 23 de maio passado.

Na ocasião, após um desfile de motocicleta, Bolsonaro discursou em um palanque montado no Aterro do Flamengo. Pazuello falou rapidamente em apoio ao presidente.

O Exército afirmou que, após ouvir as explicações do ex-ministro da Saúde, acolheu os argumentos e disse que não ficou caracterizada transgressão disciplinar.

Há 33 anos, o então capitão Jair Bolsonaro foi levado a baixa no Exército, após processo em que foi julgado por escrever, sem permissão de seus superiores, um artigo para a revista Veja e por ter elaborado um plano para explodir bombas-relógio em quartéis do Exército.

Considerado inicialmente culpado, Bolsonaro acabou sendo absolvido após recurso ao Superior Tribunal Militar (STM), por 8 votos a 4, em polêmico julgamento em que não se comprovou que os bilhetes com o plano tinham sido escritos pelo então capitão

A absolvição chegou a ser encarada como uma forma de acordo para evitar acirrar os ânimos entre os oficiais menos graduados da Força. Após o caso, Bolsonaro foi para a reserva e deu início a sua vida na política.

Nota do Exército

“Acerca da participação do general de divisão Eduardo Pazuello em evento realizado na Cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de maio de 2021, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que o comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general.

Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do general Pazuello.

Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado.”

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