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domingo, janeiro 17, 2021

Tapete vermelho

Ao despachar sua bagagem pela TAM num vôo Brasília-Teresina (PI), esta semana, uma passageira pediu a uma funcionária da empresa que colocasse a etiqueta “frágil” na sua mala. Para sua surpresa, porém, ao informar que na mala pusera filmadora e máquina fotográfica, foi instada a assinar declaração isentando a empresa de qualquer dano que o material viesse a sofrer: “Você paga mais de R$ 1 mil para viajar, tem de agüentar um pão com queijo e balinha de chocolate como serviço de bordo e ainda tem de assinar um documento que diz basicamente para viajar só com roupas”, desabafa.

A salvo
A blindagem do presidente do Banco Central, a timidez do relatório da CPI do Banestado, a revanche contra o delegado que comandou a operação que prendeu Duda Mendonça – não resta dúvida, o governo petista não suporta ser investigado.

Limpeza
Alienado das principais tarefas de governo – juros (Banco Central), tarifas (agências reguladoras) e investimentos (superávit primário e FMI) – com todas suas implicações sobre questões relevantes para a população, como desenvolvimento, emprego, salário e melhoria dos índices sociais, o presidente Lula está livre para dar vazão a sua verdadeira vocação executiva: ministro dos Esportes. Como tal, poderia palpitar sobre as inversões de capitais russos que resolveram desembarcar no futebol brasileiro. Além do Corinthians de Lula, os russos também estudam negócios com pelo menos mais dois clubes: Palmeiras e Atlético Mineiro.

Cabide
Com a criação da área de Insumos Básicos e três departamentos, a nova direção do BNDES começa a enterrar o processo de desburocratização e redução de níveis gerenciais – como pregam as modernas técnicas de administração – iniciado pelo ex-presidente do banco Carlos Lessa. Foi a perda de privilégios que sustentou a “rádio corredor” com boatos e boicote à gestão de Lessa.

Baderna
No Rio, assim como em São Paulo, a desordem provocada pelas vans – ou peruas, dependendo em que lado da Dutra se encontra – vai corroendo qualquer tentativa de organização do trânsito. As empresas – cooperativas é coisa do passado – de vans transformaram ruas do Rio em terminais, onde os veículos ficam estacionados à espera dos passageiros. Até a importante Uruguaiana, no trecho em que teoricamente só pedestres entram, fica lotada de vans.

Mais uma vez
Embora a realidade, fruto da ação dos homens, às vezes insista em apontar em sentido contrário, esta coluna persiste. E, a exemplo de todo fim de ano, deseja mais uma vez um Feliz Natal aos seus leitores.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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