Tarcísio ‘foge’ da greve e decreta ponto facultativo em SP

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metro de são paulo
Metrô de São Paulo (foto ABr)

Por conta da greve dos trabalhadores do Metrô, CPTM e Sabesp, além do apoio dos funcionários da educação, saúde e da Fundação Casa, o governador de São Paulo, Tarcísio Freitas, determinou ponto facultativo em todos os serviços públicos estaduais da capital nesta terça-feira.

Segundo o governo, a medida visa a reduzir os prejuízos à população, garantindo a remarcação de consultas, exames e demais serviços que estavam agendados para a data da greve.

Um dos organizadores da greve, o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema), explica que a greve é contra os projetos de privatização de serviços públicos em andamento (Sabesp, Metrô, CPTM).

Segundo o Sintaema, a insatisfação das pessoas com a privatização ficou evidente com o resultado do Plebiscito Popular Contra a Privatização da Sabesp, Metrô e CPTM. O plebiscito, que teve duração de dois meses, contabilizou 879.431 votos, sendo que 99,9% das pessoas que votaram indicaram ser contrárias à privatização do Metrô, CPTM e Sabesp.

De acordo com os metroviários, vão parar as operações do Metrô nas linhas 1 – Azul; 2 – Verde; 3 – Vermelha e 15 – Prata (monotrilho). As linhas que já operam pela iniciativa privada devem manter o funcionamento, 4 – Amarela e 5 – Lilás. Na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a greve será nas linhas 7 – Rubi; 10 – Turquesa; 11 – Coral; 12 – Safira; e 13 – Jade. As linhas 8 – Diamante e 9 – Esmeralda (com histórico recorrente de problemas), deverão mantar as atividades.

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O decreto que oficializa o ponto facultativo será publicado no Diário Oficial do Estado. Os serviços de segurança pública não serão afetados, assim como os restaurantes e postos móveis do Bom Prato, que vão continuar a oferecer normalmente as refeições previstas para terça.

As consultas em Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) da capital e em outras unidades de saúde estaduais terão seus reagendamentos garantidos, assim como nos postos do Poupatempo.

Mais de 1,2 milhão de estudantes inscritos no Provão Paulista, cujo exame começaria nesta terça-feira, tiveram suas provas reagendadas para a partir do dia 29 para que não fossem prejudicados pela ação dos grevistas. Entre eles, estão cerca de 1,7 mil alunos de outros estados e de fora da rede estadual que agora terão de arcar com novos custos em razão da greve. Os profissionais da educação estão excepcionalmente excluídos do ponto facultativo, já que estarão envolvidos na preparação do Provão que ocorre dia 29.

Por determinação da Justiça, 70% dos trens da CPTM deverão operar nos horários de pico e 50% nos demais períodos, sob pena diária de R$ 30 mil ao sindicato. O Governo de São Paulo também protocolou um pedido de tutela antecipada na Justiça contra a paralisação pelos metroviários. O pedido do Metrô, que ainda aguarda decisão final do judiciário, obriga a presença de 100% dos funcionários do sistema de transporte durante os horários de pico e de pelo menos 80% no restante do dia.

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