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terça-feira, janeiro 19, 2021

Tarifas 10 x 0 Educação

Os bancos brasileiros arrecadaram, ano passado, R$ 46,19 bilhões com cobrança de tarifas de seus clientes. Essa quantia supera em R$ 5 bilhões o orçamento destinado à Educação, em 2009, de R$ 41,5 bilhões. A comparação, emblemática sobre os eleitos e as vítimas da incensada política econômica, é do deputado federal Roberto Santiago (PV-SP): “Essa exorbitância é cobrada aos correntistas, que não têm outra alternativa senão pagar. Gerando a mesma sensação de fragilidade que todos sentimos diante da ameaça de uma arma a nos exigir que passemos nossos valores”, compara o parlamentar.

Bancos goleiam produção
O deputado verde observa ainda que a sanha arrecadatória da banca só faz crescer. Segundo ele, de 2003 para 2008, o valor conseguido pelos bancos apenas com tarifas praticamente dobrou, de R$ 27,83 bilhões para R$ 46,19 bilhões: “Ou seja, somente ano passado os bancos brasileiros cobraram, juntos, o equivalente ao faturamento somado de Gerdau, TIM e Embraer, que totalizou R$ 47,21 bilhões.  As tarifas, além de absurdamente altas, cobradas unilateralmente e sem deixar alternativa aos clientes, têm valores diferenciados para quem vai até o banco, enfrenta fila e faz as transações no caixa, e para as operações realizadas no caixa eletrônico ou através da Internet”, compara.

Ausente
A falta de investimentos em novos reatores, de maior potência e múltiplas aplicações, para produção de radioisótopos tornou alguns exames médicos mais caros e difíceis no Brasil, com a suspensão, este ano, do fornecimento do molibdênio-99 pelas empresas HFR-Petten (Holanda) e MDS Nordion (Canadá).
O produto serve de matéria-prima para a produção do tecnécio-99, principal radiofármaco empregado no diagnóstico de tumores, funções renais, problemas pulmonares, cardiológicos e hepáticos. A medicina nuclear brasileira atende hoje a cerca de 3,6 milhões de procedimentos por ano, ou seja, 10 mil por dia.

Remédio
“O Brasil ficou anos sem investimento. Entretanto, o Ministério da Ciência e Tecnologia está empenhado na mudança deste quadro, o que é evidenciado no projeto de construção de um reator de pesquisa com características modernas e adequadas à produção de radiofármacos, previsto para entrar em funcionamento em 2016, orçado em cerca de US$ 500 milhões”, enfatizou o presidente da Cnem, Odair Dias Gonçalves.
Uma parceira com Peru eArgentina também está sendo costurada: “O Peru tem um reator; entretanto, não tem condições técnicas e equipamentos para produzir o molibdênio. Nossa intenção é investir na estrutura já existente naquele país para termos mais um fornecedor”, disse. Gonçalves acredita que a crise de fornecimento por parte do Canadá e Holanda não será regularizada ano que vem.

Moça leve
O Leite Moça, primeiro produto a ser produzido pela Nestlé no Brasil (em 1921), agora tem versão Light, com 0% colesterol e – promete o fabricante – com o mesmo sabor do tradicional.

Pão e meio ambiente
Esta sexta é dedicada ao Dia Mundial do Pão. A Associação Brasileira da Indústria da Panificação (Abip) vai realizar ações de caráter social e ambiental em vários estados. No Paraná serão distribuídos 15 mil pães e doadas 10 mil sacolas ecológicas; no Espírito Santo serão realizadas trocas de garrafas recicláveis (PETs) e óleo de cozinha usado por pães; Pernambuco fará a troca de material reciclável (garrafas PET e latões) por pães; na Paraíba será feita a distribuição de 25 mil pães e 2,5 mil sacolas ecológicas; finalmente, no Amazonas, 30 mil pães serão entregues a população de baixa renda.

AntiMercosul
Rivalidade entre duas grandes escolas do futebol mundial à parte, o clima à beira da xenofobia com que parte da mídia tupiniquim, em especial a televisiva, tratou a possibilidade de a seleção argentina ser eliminada do Mundial da África do Sul não encontrou eco entre os jogadores da equipe de Dunga. Entrevistado depois do jogo, o goleiro Júlio Cesar, por exemplo, depois de lembrar que convive com três jogadores argentinos na Internazionale de Milão, declarou estar satisfeito com a classificação do time de Maradona.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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