Tarja preta

Falta de farmacêuticos, medicamentos mal armazenados, material em decomposição e até fornecimento ilegal de psicotrópicos são parte da realidade em farmácias das Unidades Básicas de Saúde, hospitais e laboratórios públicos da cidade de São Paulo, revela o Conselho Regional de Farmácia (CRF-SP), que já aplicou mais de R$ 10 milhões em multas. De um total de 466 farmácias e ambulatórios vistoriados, 439 funcionavam sem farmacêuticos. Segundo o CRF-SP, fornecer medicamentos controlados (tarja preta) sem farmacêutico é crime previsto no Código Penal (tráfico de entorpecentes).

Às compras
A classe média está mais otimista do que a de baixa renda e acredita que em 2008 terá mais acesso ao consumo, revela estudo da TNS InterScience, realizado em novembro de 2007 na cidade de São Paulo. De todas as medições realizadas anteriormente pela empresa (desde 1997), observou-se que 2007 registrou maior parcela de entrevistados com perspectiva otimista (59%) em relação ao aumento do poder aquisitivo no ano seguinte. Em 2005, apenas 46% das pessoas acreditavam nessa possibilidade.

Sem dívidas
Outro dado favorável da pesquisa, que ouviu 408 pessoas com mais de 20 anos, das classes A, B, C e D, é que esse grupo se sente menos endividado que em 2006. De acordo com a pesquisa, 52% dos entrevistados de classe média já sentiram que seu poder de compra aumentou em 2007 e 65% acreditam que vai continuar melhorando em 2008. O mesmo movimento ocorre em relação à baixa renda: 47% avaliaram que 2007 foi melhor que o ano anterior e 53% acreditam que a tendência é melhorar ainda mais neste ano.

Decisivo
Qualidade dos produtos e/ou serviços é decisivo para os cariocas que vão às compras, revela outra pesquisa elaborada pela TNS InterScience, desta vez para a revista Consumidor Moderno. Em 2007, 71% dos moradores da cidade do Rio de Janeiro apontaram a qualidade como primordial, percentual superior a 2006 (53%). O item atendimento também cresceu e registrou 67%, em 2007, ante 49% em 2006. O terceiro quesito mais citado foi o preço, que atingiu 66%, em 2007, diante dos 47%, em 2006. O item propaganda se manteve estável nos dois anos, com 43%.

Obrigatório
Atributos como satisfação dos clientes por meio de pesquisas e responsabilidade social registraram queda na pesquisa com o consumidor carioca. O primeiro item caiu de 40%, em 2006, para 37%, em 2007. O segundo registrou 39%, em 2006, e 34%, em 2007. Segundo Roberto Meir, “é importante ressaltar que para o consumidor carioca responsabilidade social não é um diferencial; ele deve ser um item já incorporado à estratégia da empresa. Já os atributos qualidade, atendimento e preço são imprescindíveis”.


Setenta equipes estão inscritas na XIV Competição Baja SAE Brasil-Petrobras, oriundas de 13 estados, além do Distrito Federal, e ainda da Colômbia e da Venezuela. Como prêmio, as duas equipes melhores classificadas na soma geral das provas (estáticas e dinâmicas) poderão representar o Brasil na Baja SAE Montreal, em junho, em Montreal, competição que junta carros fora-de-estrada de todo o mundo. A prova brasileira será realizada em março, em Piracicaba, interior de São Paulo. É deste estado, seguido por Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, que vem o maior número de inscritos.

Casa própria
Com o aquecimento do mercado imobiliário, o Imposto de Transmissão de Bens Intervivos (ITBI) foi o tributo com maior crescimento no município do Rio de Janeiro em 2007. Em valores reais a alta foi de 21,1%, informa o prefeito Cesar Maia em seu Ex-blog. Foram arrecadados R$ 301 milhões. A execução da divida ativa cresceu 8,4%, também em termos reais. Atingiu R$ 254 milhões de reais. O IPTU cresceu apenas 0,6% e somou R$ 1,3 bilhão.

Fim do arreglo?
Teóricos da comunicação e estudiosos de manchetes recorrentes dos jornais nacionais têm desde o início do ano uma curiosidade mais do que acadêmica: terá o prefeito do Rio, César Maia (DEM), cancelado alguma megapropaganda publicitária?

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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