Taxa de desemprego seguiu em queda em agosto, atingindo nova mínima histórica

Opinião do Analista / 10:17 - 20 de set de 2012

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Trazendo as informações completas - que não tinham sido disponibilizadas em junho e julho por conta da greve dos servidores do IBGE -, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) reportou que a taxa de desemprego chegou a 5,3% em agosto no conjunto das seis regiões metropolitanas avaliadas na pesquisa (menor taxa para o mês de toda a série histórica, iniciada em 2002). Essa taxa ficou pouco abaixo do esperado por nós (5,4%) e pelo mercado (5,6%, conforme expectativas coletadas pela Bloomberg). Com isso, nota-se queda ante junho (5,9%) e julho (5,4%), nas séries sem ajuste sazonal. A série dessazonalizada pelo Depec-Bradesco, por sua vez, aponta taxa de desemprego de 5,7% em junho, 5,3% em julho e 5,2% em agosto, atingindo a nova mínima histórica, indicando que o mercado de trabalho continua apertado. Vale destacar que a melhora do mercado de trabalho em agosto resulta de uma expansão interanual de 0,7% da População Economicamente Ativa (PEA), desempenho inferior à sua média histórica (1,9%), e de um avanço de 1,5% da população ocupada (na mesma base de comparação), taxa também inferior à média histórica (2,6%). Na margem, a PEA avançou 0,3%, depois de duas quedas consecutivas, enquanto a ocupação cresceu 0,1%, seguindo-se, também, a duas contrações anteriores. A nosso ver, essas quedas no bimestre junho-julho devem ser lidas como correção, após o movimento atípico registrado em maio nesses dois componentes da taxa de desemprego (+0,7% na PEA e +1% na ocupação). O rendimento médio real, por sua vez, atingiu o patamar de R$ 1.758,10 em agosto, sem ajustes sazonais, o que corresponde a uma alta interanual de 2,3%, seguindo a trajetória de certa acomodação no crescimento dos salários (média de 4,2% entre janeiro e julho, nessa mesma base de comparação), notada ao longo dos últimos meses. Vale ainda mencionar que esse ganho se deu de forma mais acentuada entre os empregados com carteira assinada no setor privado (com elevação de 4,4%), seguido pelo avanço entre os que trabalham por conta própria e pelos empregados sem carteira assinada do setor privado, com crescimentos respectivos de 3,2% e 2,9%; militares e funcionários públicos mostraram queda interanual de 0,5%. Assim, a leitura desses dados sugere que os meses de junho e julho foram marcados por um arrefecimento do mercado de trabalho, o que deve ser compreendido à luz das defasagens do mercado de trabalho e dos resultados mais fortes e atípicos de maio. Em agosto, temos alguma reversão desse movimento - o que está alinhado com os sinais mais recentes de retomada. Além disso, devemos esperar a divulgação, na tarde de hoje, dos dados do Caged - referentes à geração de emprego formal no mesmo período - que trarão informações adicionais sobre a resposta do mercado de trabalho à atividade econômica. Octavio de Barros Diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos - Bradesco Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos ATENÇÃO: O BRADESCO não solicita em seus e-mails, em hipótese alguma: - Atualização de cadastro ou qualquer outro tipo de informação pessoal; - Números da Agência, conta corrente ou poupança, senhas ou números do Cartão de Crédito O BRADESCO não envia em seus e-mails arquivos anexados que são executáveis. - Arquivos executáveis são os que realizam comandos quando abertos pelo usuário. Não há regras, mas as extensões mais comuns para esses arquivos são EXE, BAT, SCR e COM.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor