Taxa de sucesso

Já que o Ministério da Educação deseja que ex-alunos das universidades federais paguem uma taxa sobre seus salários, depois de formados, a título de financiar a educação recebida, esta coluna dá uma sugestão que, além de muito mais fácil execução, trará um resultado melhor: taxar os lucros de ex-ministros e ex-diretores do Banco Central que virarem banqueiros.

Neoliberalismo albanês
Único deputado de seu partido a se submeter às exigências do Planalto de votar a favor da admissibilidade do pacote da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, o líder do PCdoB, Inácio Arruda, não corre apenas o risco de ver sua candidatura à Prefeitura de Fortaleza derreter pelo abandono de antigos apoiadores. Arruda enfrenta fortes críticas, na sua própria bancada, ao seu revisionismo em relação à Previdência. Substituído por Arruda na CCJ por se recusar a votar a favor do pacote do governo, o deputado Sérgio Miranda (PCdoB-MG), cobra do governo Lula uma mudança que “fuja à vala comum dos governos Collor e FHC, quando os serviços e os gastos públicos foram tipificados como um estorvo para o desenvolvimento da nação e os servidores simplesmente vilanizados e culpados como os responsáveis pelo déficit público e pela precariedade da situação econômica e social em nosso país”.

Outra visão
Miranda defende que o principal objetivo das mudanças na Previdência deve ser a inclusão dos cerca de 40 milhões de brasileiros hoje excluídos do sistema. Ele lembra que, em 1999, 62% da população ocupada na iniciativa privada não tinha acesso à Previdência; contra 53% em 1985, antes da Constituição de 1988, que ampliou a inclusão social. E destaca que, graça aos benefícios previdenciários, 18 milhões de brasileiros escapam da linha da pobreza. Para ampliar a inclusão social, o deputado  reivindica do governo Lula, “a partir de nossa coerência política e histórica”, uma reforma orientada de acordo com as necessidades sociais do povo e do país.

Agora vai
O primeiro contrato de cessão de áreas da União para regularização fundiária será assinado amanhã pelos ministérios das Cidades e do Planejamento e a Prefeitura do Rio de Janeiro, na Praça Central do Parque Royal. A assinatura seria no mês passado mas foi adiada porque o prefeito César Maia não gostou da a presença na solenidade da ministra da Ação Social, Benedita da Silva. O contrato dará início à execução do Programa Cidade Legal – Programa Nacional de Apoio à Regularização Fundiária Sustentável.

Rede
A discussão sobre tecnologias da informação é tema de seminário internacional hoje e amanhã, no auditório do BNDES. O evento faz parte das comemorações dos 11 anos da Rede Rio, uma rede de computadores integrada por universidades e centros de pesquisa localizados no Estado do Rio de Janeiro.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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