Taxa única sobre ultrarricos garantiria saúde universal

10 trilionários ganharam US$ 15 mil por segundo durante pandemia.

Os 10 homens mais ricos do mundo mais que dobraram suas fortunas, de US$ 700 bilhões para US$ 1,5 trilhão durante os dois primeiros anos da pandemia de Covid-19. Por outro lado, a renda de 99% da humanidade caiu, e mais de 160 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza, revela o novo relatório da Oxfam “A Desigualdade Mata”, lançado neste domingo.

“Os 10 homens mais ricos do mundo têm hoje seis vezes mais riqueza do que os 3,1 bilhões mais pobres do mundo”, afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil. As fortunas cresceram a uma taxa de US$ 15 mil por segundo, ou US$ 1,3 bilhão por dia.

Os 10 homens mais ricos do mundo são: Elon Musk (Tesla e SpaceX), Jeff Bezos (Amazon), Bernard Arnault & família (LVHM), Bill Gates (Microsoft), Larry Ellison (Oracle), Larry Page (Google), Sergey Brin (Google), Mark Zuckerberg (Facebook), Steve Ballmer (Microsoft) e Warren Buffet (investidor).

A riqueza dos bilionários aumentou mais durante a pandemia de Covid-19 do que nos últimos 14 anos. Os US$ 5 trilhões são o maior acúmulo na riqueza dos bilionários desde que esses dados começaram a ser monitorados. A Oxfam propõe um imposto único de 99% sobre os ganhos obtidos pelos 10 maiores bilionários do mundo durante a pandemia. O valor seria suficiente para:

– Vacinas suficientes para toda a população do mundo;

– Providenciar saúde pública universal e proteção social;

– Financiar ações de adaptação climática; e,

– Reduzir a violência de gênero em mais de 80 países.

A ONG britânica revela que as desigualdades estão contribuindo para a morte de pelo menos 21 mil pessoas por dia, ou uma pessoa a cada quatro segundos. Esta é uma conta que a Oxfam classifica de conservadora, baseada nas mortes globais provocadas pela falta de acesso à saúde pública, violência de gênero, fome e crise climática.

 

20 maiores no Brasil têm mais riqueza que 128 milhões

No Brasil, são 55 bilionários com riqueza total de US$ 176 bilhões. Desde março de 2020, quando a pandemia foi declarada, o país ganhou 10 novos bilionários.

O aumento da riqueza dos bilionários brasileiros durante a pandemia (30%) foi inferior ao dos ultrarricos mundiais, enquanto 90% da população teve uma redução de 0,2% entre 2019 e 2021. Os 20 maiores bilionários do país têm mais riqueza (US$ 121 bilhões) do que 128 milhões de brasileiros (60% da população).

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