Taxação do G7: Brasil é um dos maiores perdedores

Polônia, Espanha, China, Holanda, EUA, Reino Unido, Rússia e Itália sairão ganhando.

A proposta de um imposto global de ao menos 15% sobre as grandes corporações tem efeitos diferentes sobre os países. Entre os grandes com Erosão de Base Tributária e Transferência de Lucros (BEPS) para os quais havia dados disponíveis, Polônia, Espanha, China e Holanda são os vencedores claros; os EUA, o Reino Unido, a Rússia e a Itália são vencedores relativos; França, Japão e Canadá não estão ganhando nem perdendo; Irlanda, Brasil e Hungria são claramente os perdedores do negócio.

A avaliação foi feita pelos economistas da seguradora de crédito Euler Hermes, antes do encerramento da cúpula do G7, este final de semana, que decidiu levar adiante a proposta de uma taxação mínima. Como mostrou o Monitor Mercantil, os países ricos ficariam com parte do leão do imposto corporativo global.

A decisão do G7 deu início a um processo de negociação crucial, que incluirá uma reunião virtual de mais de 130 nações em 30 de junho para chegar a um acordo sobre as mudanças propostas pela OCDE em relação à tributação global. Em seguida, a cúpula do G20, que será realizada em Veneza em 9 de julho, deverá endossar desses acordos para uma possível assinatura em outubro de 2021, durante outra reunião do G20.

Para identificar os vencedores e perdedores desta decisão histórica, a Euler Hermes estimou o potencial de crescimento de uma amostra de 16 economias (entre o primeiro trimestre de 1993 e o quarto trimestre de 2020) em função do crescimento da produtividade, do crescimento da população ativa, da participação das importações no total economia, a participação do investimento público em percentagem do PIB, a dívida pública em porcentagem do PIB e a porcentagem das receitas fiscais das empresas em percentagem do PIB.

A seguradora verificou que a Polônia seria o maior beneficiário (ganharia 0,8pp de um potencial de crescimento de 5 anos de 3,4%). No caso do Brasil, haveria uma queda de 0,5pp. Só Hungria (redução de 1,8pp) e Irlanda teria resultado pior entre os 16 países pesquisados.

No caso irlandês – cuja taxa de imposto atual é de 12,5% – o crescimento potencial poderá cair 2,14pp (de um potencial de crescimento de 5,9%).

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