Tecnologia 5G vai intensificar o mundo ‘appficado’

Para Ricardo Hobbs, da Vivo, Brasil é a quinta maior população virtual do mundo e que passa 10 horas conectada.

Considerado o maior evento de economia digital e tecnologia do Brasil, o Digitalks Expo 2021 começou ontem com uma programação 100% virtual e gratuita, que garantirá 4 dias de imersão com a presença de executivos renomados e de grandes marcas. Na abertura, Flávio Horta, CEO e criador do evento que reunirá cerca de 100 palestrantes até o dia 2 de setembro, destacou que apesar deste ser o segundo ano em que o evento é feito de forma online por causa da pandemia, a troca de informações, contatos, conteúdo e conhecimento é tão rica quanto no presencial. “Seguimos focados em fortalecer o ecossistema digital para conhecermos mais soluções digitais e experiências para potencializar negócios e projetos. Com a experiência dos últimos anos, estamos ainda mais preparados para o Digitalks presencial em 2022”, enfatizou.

Trazendo um panorama das tecnologias disruptivas que já estão mudando a vida de todos e criam cada vez mais oportunidades de negócios, Ricardo Hobbs, VP de Estratégia e Novos Negócios | Terra & Vivo Ads, explicou em sua palestra “Digitalizar para Aproximar”, que hoje vivemos uma hiperconexão e um desenvolvimento social sem precedentes. “Vivemos um mundo de hiperconexão o tempo todo, em vários locais, e estamos em plena quarta revolução industrial, após as mudanças drásticas trazidas pelo vapor, energia elétrica no mundo fabril e as mudanças pós-guerras que uniram ciência e desenvolvimento de produtos”, destacou. “Hoje há um acúmulo de tecnologias disruptivas sem precedentes que foram aceleradas por causa da pandemia como o Blockchain, que impacta nos serviços financeiros, votações e certificados digitais; biotecnologia que, no contexto atual, foi decisiva para ajudar no desenvolvimento de vacinas; Inteligência Artificial, com máquinas que aprendem e possibilitam inovações como carros conectados, medicina diagnóstica, além de todas as aplicações que impactam na forma como consumimos entretenimento, relacionamentos e como nos alimentamos.”

Segundo ele, tudo o que não é “appficado” será no curto prazo, e todas essas mudanças tendem a ser ainda mais aceleradas com o 5G, que deve começar em outubro, com um prazo de 6 a 12 meses para que a redes em todos o país comecem a ser implantadas. “O 5G impactará na indústria de alta precisão, na telemedicina e telecirurgia, em carros autônomos e na educação com realidade virtual. O Brasil já está nessa trilha por ser a quinta maior população virtual do mundo e que passa 10 horas conectada por ter 70% de sua população em alguma rede social – no mundo, a média é de 45% dos habitantes nessas redes. Em 2020, por conta da pandemia, 20% dos brasileiros tiveram algum tipo de experiência de atendimento médico online, 64% acompanharam eventos por transmissão online e 40% tiveram o home office como modalidade de atuação nesse período de isolamento social”, explicou ele.

Participante do painel “Personal Shoppers: novo comportamento de consumo”, Caio Lira, diretor da Ambev avalia que “a venda online de supermercados ainda gira em torno de 2% apenas, ou seja, de cada 100 consumidores no Brasil todo, apenas dois fazem compra de mercado online e há muito potencial para crescer. Para efeito de comparação, segundo ele, o percentual de penetração no segmento na China é de 25%.”

Apresentarando o tema “A Revolução dos Dados no Chão de Fábrica” Robson Santos, da Siemens  disse que os dados e informações já transformaram a forma como a gente se comunica, interage e compra produtos. “Pesquisas mostram que, em 2010, tínhamos 30 milhões de dispositivos conectados e hoje temos 22 bilhões. A transformação digital mudou nossa forma de viver e de consumir e está presente dentro do ambiente de produção”, afirmou ele.

No Brasil, de acordo com a apresentação da Siemens, 6% das empresas se consideram líderes digitais; 37% das empresas têm um plano de digitalização maduro; 14% dos profissionais percebem mudanças em suas empresas; e 26% temem que suas empresas sejam ultrapassadas pela concorrência. “Na Siemens temos diversas ferramentas e tecnologias para ajudar a indústria a destravar o processo de digitalização. Vamos aos poucos entendendo a tecnologia, a inovação e implementação que vai gerar valor ao nosso processo no chão de fábrica. As tecnologias são as mais diversas, principalmente para nos proteger de ciberataques, entre elas Edge Computing, Sistemas Autônomos, Realidade Aumentada, Inteligência Artificial, Blockchain, Engenharia Cognitiva, Máquinas Autônomas e Conectividade & 5G”, completou Bianca.

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