Tecnologia em biometria deverá chegar a US$ 15 bi até 2024

Empresas / 20:58 - 17 de nov de 2016

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O mercado de tecnologia em biometria está estimado, atualmente, em US$ 2 bilhões, com previsão de atingir US$ 15 bilhões até 2024. Esse crescimento deve-se ao fato de que o uso de novas tecnologias será essencial para ampliar a oferta de serviços, proteger pessoas, driblar a desburocratização, inibir fraudes e crimes de falsificação de documentos.

Tal tecnologia aplica-se nas mais diversas áreas, como finanças, varejo, e-commerce, segurança, saúde, governo, educação e dispositivos de consumo”, explica Luciano Baptista, responsável pelo Biometrics HITech, “único evento especializado no Brasil com o foco em negócios para o mercado de tecnologias biométricas e de identificação humana”, evidencia.

Akiyama, empresa de Curitiba, que participou do 2º Biometrics HITech, vendeu recentemente para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o Biocrypto, um leitor ótico que alcança as camadas digitais mais profundas do dedo. Trata-se de uma solução de identificação de impressão digital com criptografia que utiliza leitores de alta qualidade de captura certificados pelo FBI. O Biocrypto garante que a captura enviada ao sistema do cliente seja feita pelo leitor autorizado, evitando fraudes, troca ou qualquer outra alteração do equipamento de leitura que possa comprometer as informações biométricas sigilosas. 

Thales lançou um documento de identificação com os dados biométricos criptografados (com leitura de digitais, íris e face) que não permite falsificação. O documento pode ser utilizado pelo varejo e em empresas de saúde, por exemplo, pois evitam fraudes na compra de produtos e/ou serviços. Para as instituições financeiras (bancos), a Montreal desenvolveu um barramento multibiométrico, capaz de reconhecer o cliente (pela voz), permitindo que o mesmo acesse a conta bancária por meio de um smartphone.

A Biomatica que representa a Polygon (de Portugal) no mercado nacional disponibiliza um sistema mobile de biometria de voz. A empresa é também representante da Innovatrics que desenvolveu um sistema multibiométrico capaz de identificar a pessoa pelas biometrias de face, íris, impressão digital e assinatura (em único banco de dados) ideal para o uso da Polícia Federal, entre outros.

Outro exemplo é o controle de fronteiras pelo uso da autenticação biométrica automática da face projetado pela Vision-Box para os aeroportos. Tanto no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, Viracopos (Campinas) e Galeão (Rio de Janeiro), o passageiro que possuir um passaporte eletrônico brasileiro e for maior de 18 anos pode controlar o seu próprio processo de imigração e emigração de forma autônoma, e sem necessidade de interagir diretamente com a Polícia Federal.

Além dessas novidades, o 2º Biometrics HITech apresentou a Business Arena uma iniciativa inédita no mundo que coloca frente a frente, em reuniões privadas, grandes provedores de tecnologia de identificação com representantes dos mercados verticais mais aderentes ao uso de tecnologias de múltiplas características biométricas em seus processos de negócios, como bancos, INSS e Recursos Humanos. Paralelamente, foi realizada uma conferência para debater o potencial de uso de tecnologias biométricas.

O Biometrics HITech terá sua terceira edição em setembro de 2017, em Brasília, em realização conjunta Congresso Brasileiro de Identificação da Federação Nacional dos Profissionais em Papiloscopia e Identificação (Fenappi).

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