TELECOMUNICAÇÕES

BrT investe R$ 2,5 bi e reduz faturamento de telefonia fixa
Empresa diz que essa tendência é mundial e que pretende enfrentá-la investindo em outras áreas
A Brasil Telecom Participações prevê investimentos da ordem de R$ 2,3 bilhões a R$ 2,5 bilhões em 2006, segundo informou o presidente da companhia, Ricardo Knoepfelmacher. Do total, R$ 1,2 bilhão serão investidos em telefonia fixa, incluindo comunicação de dados e banda larga.
A companhia também anunciou queda no faturamento de telefonia fixa em 2006, pela primeira vez na história da empresa. Segundo Francisco Santiago, vice-presidente de Planejamento, essa tendência é mundial, e a Brasil Telecom pretende enfrentá-la buscando investir em outras áreas com potencial de expansão, como os serviço de acesso à Internet por banda larga e o VOIP (serviço de voz IP), a ser lançado no início do ano que vem.
Santiago apontou ainda algumas estratégias que a companhia pretende implantar para tentar conter a eliminação das linhas fixas. Entre elas está a oferta de um serviço pós-pago para chamadas locais e pré-pago para chamadas interurbanas e móveis. Além disso, a BrT estuda alternativas para atrair o cliente de telefone celular que realiza chamadas de sua própria residência.
Para as mudanças exigidas pela Anatel para o próximo ano, a companhia estima investimento entre R$ 600 a R$ 800 milhões. O vice-presidente de Planejamento Estratégico e Regulatório, Luiz Perrane, afirmou que as novas regras exigirão maior esforço por parte das concessionárias, com necessidade na adaptação na rede e no IP, tendo em vista a mudança na forma de cobrança, e a obrigação do detalhamento da conta também para chamadas locais.
No setor de telefonia móvel, a previsão é de manter a expansão, buscando agora atrair os clientes de maior valor agregado. A empresa possui atualmente faturamento médio de R$ 28 por cliente, valor superior à média do mercado, de acordo com o Knoepfelmacher, o objetivo será trazer o cliente de alto valor agregado, “o foco não é ganhar market share, mas rentabilizar o market share”, observa o presidente. Serão investidos cerca de R$ 500 milhões na telefonia móvel, visando o aumento da capacidade de tráfego na rede.
A BrT vê nas pequenas e médias empresas os clientes potenciais para o serviço banda larga. A intenção é expandir entre as classes B e C, tendo em vista que a classe A já está praticamente toda atendida.
Knoepfelmacher apontou ainda a intenção de criar uma relação mais próxima com seus 2 milhões de clientes, “o cliente de telecom ainda sofre muito, não com a brasil telecom, mas de um modo geral, e nós queremos ter um bom indicar com o cliente”, observa o executivo.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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