Telemarketing automatizado pode ser proibido no Rio

Para deputados, objetivo é garantir privacidade e combater práticas comerciais invasivas e desleais, como o disparo automático e repetitivo de chamadas

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Identificador de chamadas (Foto: J.C.Cardoso)
Identificador de chamadas (Foto: J.C.Cardoso)

Ligações e mensagens automatizadas de telemarketing podem ser proibidas no estado do Rio. É o que prevê o Projeto de Lei 1.450/23, dos deputados Alan Lopes (PL) e Filipe Soares (União), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vota, em discussão única, nesta quinta-feira. Caso receba emendas, o projeto sairá de pauta.

O projeto abrange empresas de telefonia, internet e TV a cabo, empresas especializadas em reparos técnicos e eletrônicos, autorizadas de empresas de aparelhos de utilidades domésticas, bancos e instituições financeiras. Segundo o texto, se enquadram na proibição as ligações e mensagens feitas “em volume superior à capacidade humana de discagem, atendimento e comunicação”.

O objetivo da medida, segundo os deputados, é garantir a proteção da privacidade e combater práticas comerciais invasivas e desleais, como o disparo automático e repetitivo de chamadas e mensagens de texto em ações de telemarketing.

“Essa prática, muitas vezes realizada sem o consentimento do consumidor, tem gerado incômodos, violação da privacidade e desperdício de recursos, além de contribuir para um ambiente de negócios desleal”, afirmou o deputado Alan Lopes.

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O descumprimento da medida na nulidade do serviço ou produto adquirido pelo consumidor, além do pagamento de multa de cerca de R$ 433,29 (100 Ufir-RJ), dobrada em caso de reincidência. Os valores arrecadados irão para o Fundo Especial de Apoio ao Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Feprocon).

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