Temer, o impopular, leva Paraíso às Campeãs

A falta de verba pública e de patrocinadores privados fez bem às escolas de samba do Rio de Janeiro. Brincadeira carnavalesca à...

A falta de verba pública e de patrocinadores privados fez bem às escolas de samba do Rio de Janeiro. Brincadeira carnavalesca à parte, o fato é que a criatividade foi abundante, e, espelhando o momento, os desfiles trouxeram de volta a crítica aliada à sátira e irreverência que marcam o Carnaval. Elementos que estiveram quase desaparecidos nos últimos anos, mas que retornaram com uma força digna dos melhores tempos, lembrando os desfiles do fim da ditadura militar, quando os enredos do tipo “ame-o ou deixo-o” foram abandonados, e a realidade se espalhou na avenida, com escolas como a União da Ilha.

Neste 2018 decisivo, a “pequena” Paraíso do Tuiuti deu uma aula de ciências sociais e políticas e de comunicação, catalisando o apoio popular, em que o refrão “Ê calunga, ê ê calunga” se transformou nas arquibancadas em “Eta Lula”, até o final apoteótico e previsto do “Fora, Temer”. A Mangueira também bebeu na ironia e na crítica ao bispo Crivella. Menos feliz foi a Beija Flor, cujo desfile teve um ranço dos anos em que invadiu o terreiro das grandes cariocas, em uma exótica parceria entre bicheiros e um presidente-general.

Os jurados não se renderam ao desfile histórico da Tuiti. Nem se podia achar que seria diferente. Azar dos jurados. A União da Ilha também nunca foi campeã, o que não impede que seus sambas e desfiles sejam lembrados até hoje. A segunda colocação da escola de São Cristóvão foi uma retumbante vitória frente ao status quo. Para desespero de Temer, a Paraíso vai repetir a dose no Desfile das Campeãs. A Globo escapou dessa, pois há alguns anos abandonou a transmissão da apresentação de sábado pós-Carnaval. Mas o desfile está na programação da TV Brasil, cada vez mais pró-governo. Será que haverá censura?

 

Convicção

Do Analfabeto Político: “Urgente! Bomba! Moro e Dallagnol não têm prova material, mas ouviram delações e têm plena convicção de que Lula é o dono da Paraíso da Tuiti.”

 

Educação a jato

Do blog do Cesar Benjamin (secretário Municipal de Educação, do Rio de Janeiro): “Há algum tempo fui ao BNDES buscar linhas de financiamento para expandir a rede pública de creches no Rio de Janeiro. Depois de ouvir muita lenga-lenga sobre prioridade à educação, tudo o que consegui foi uma proposta de empréstimo com juros de 12% ao ano (a inflação está em torno de 3%). Recusei, é claro. Uma proposta dessas daria prisão em qualquer país desenvolvido. Hoje vejo nos jornais que Luciano Huck recebeu um empréstimo, do mesmo BNDES, com juros de 3% ao ano para comprar um jatinho. Quais são os critérios do BNDES?”

 

Iniciativa privada

Os jatinhos de João Doria Jr. e Luciano Huck, financiados pelo BNDES, levantam duas questões: uma, a ausência dos bancos privados no financiamento, com juros aceitáveis, de produtos feitos no Brasil. Fosse um carro, a taxa ficaria na casa de 12% ao ano, para uma inflação de 3%.

A segunda questão é menos transparente: trata-se do uso de pessoas jurídicas para receitas e despesas típicas de pessoas físicas. Carros, apartamentos, empregados domésticos registrados como trabalhadores das empresas… salário indireto, enfim, e não tributado.

 

Bitcoin

Quem adquiriu as chamadas moedas virtuais terá de detalhar suas compras na Ficha Bens e Direitos como ‘outros bens’, mencionando data de aquisição, quantidade e valor da compra realizada”, alerta Adriana Alcazar, diretora da Serviços Técnicos Contábeis – Seteco.

Além de figurar na declaração de renda, essas operações requerem uma atenção especial do investidor ao longo do próprio exercício. “O recolhimento do imposto sobre a venda das criptomoedas – 15% dos ganhos acima de R$ 35 mil – deve ser feito até o último dia útil do mês seguinte ao da transação com o uso do Aplicativo Ganho de Capital.” Deixar esse acerto para o momento da entrega do IRPF acarreta juros e multa.

 

Ouro de tolo

E o luxuoso “tríplex” que o juiz Sergio Moro insiste que é de Lula vale a fantástica quantia de R$ 2,2 milhões.

 

Rápidas

A quarta etapa do projeto “Lula pelo Brasil” começa no próximo dia 27 no Rio Grande do Sul e vai percorrer também Paraná e Santa Catarina, durante nove dias. O percurso, de ônibus, passará por pelo menos 14 cidades e se encerra em 7 de março em Curitiba *** O circuito Detetives do Prédio Azul estará na Praça de Eventos do Caxias Shopping (RJ) de 16 de fevereiro a 4 de março .

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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