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sexta-feira, janeiro 15, 2021

Território livre

Assim como acontece com Argentina e Venezuela, a Bolívia fica longe das manchetes dos jornais quando o assunto é positivo. Exemplo gritante é a erradicação do analfabetismo no país governado por Evo Morales. A meta do Programa Nacional de Alfabetização (PNA) – que teve como lema “Sim, eu posso” – era erradicar o analfabetismo absoluto e funcional na gestão 2006-2008 conseguiu. Das 823.256 classificadas como analfabetas em censo realizado em 2007, a Bolívia atendeu a todas e mais um pouco: 824.101 formados em 2008. Assim, todos os 327 municípios dos nove departamentos (estados) bolivianos foram declarados “Territórios livres de analfabetismo”.

Apoio social
Para alcançar a meta de erradicar o analfabetismo, o Governo Evo Morales incentivou a criação de 28.390 pontos de alfabetização. Além do ensino, o PNA fez também atendimentos oftalmológicos, com ajuda de profissionais de Cuba, e distribuiu sistemas de aquecimento solar, com apoio da Venezuela.

O ódio cega
É compreensível que, a exemplo de seus equivalentes na Venezuela, proprietários de meios de comunicação no Brasil expressem seu incômodo com o presidente daquele país, Hugo Chávez. No entanto, tal ojeriza não pode atropelar cânones do jornalismo defendido pelas próprias empresas, como tentar envolver Chávez nas denúncias sobre superfaturamento na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambucano, como fez um jornalão do Rio na sua primeira página no noticiário sobre a operação Castelo de Areia. Por questões acacianas, não existe qualquer motivo para vincular Chávez ao episódio, salvo pelo jornalismo de teses ou pelo ódio de classes. Por ainda estarem pendentes questões da sociedade com a Petrobras, a PDVSA não apenas não investiu um único bolívar na obra, como tem se mantido alheia ao desenvolvimento do projeto. Em tempo: a fonte dessa informação é a Folha de S.Paulo, que entrevistou dirigentes da empresa venezuelana.

Porta-a-porta
O segmento de baixa renda é, uma das plataformas estratégicas para o crescimento da Nestlé do Brasil. Em 2008, o segmento ainda cresceu abaixo dos demais, mas teve aumento de 15%, com mais de R$ 1 bilhão. “Nosso objetivo é crescer o dobro do PIB; o consumo de baixa renda tem se revelado muito promissor”, comenta o presidente da empresa, Ivan F. Zurita. Para o vice-presidente da Nestlé para a Zona das Américas (inclui EUA e Canadá), Luis Cantarell, existe a possibilidade de replicar os modelos desenvolvidos aqui para diferentes mercados no mundo todo. Um desses projetos é o sistema de vendas porta-a-porta, que teve início em 2006 e hoje conta com 6 mil mulheres que se dedicam às vendas de produtos Nestlé em regiões carentes.

Excelência
Akzonobel, Alcoa, BHP e Henkel são algumas das empresas que concorrem, nesta terça-feira, aos prêmios da terceira edição do Supplier Excellence Award, promovido pela Rexam para premiar os melhores fornecedores na América do Sul. A distinção é dividida em quatro categorias – Qualidade, Custo, Inovação e Supply.

Fora janeleiros!
Estudantes e profissionais de imprensa realizam, nesta terça-feira, às 12h, em frente à Câmara dos Vereadores, na Cinelândia, manifestação em defesa da obrigatoriedade do diploma para exercício de jornalista. Em vigor há 40 anos e uma dos responsáveis pela valorização do exercício de informar, a exigência encontra-se ameaçada: quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar o recurso que questiona a regulamentação da profissão. No fim de 2008, pesquisa do Instituto Sensus revelou que 74,3% dos brasileiros são a favor de que jornalista tenha formação universitária em Jornalismo para exercer a profissão.

Liberdade de informação
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) alerta que, depois de enfrentar a ditadura durante 21 anos, a sociedade pode estar diante de um novo golpe. “Desta vez, direcionando contra o seu direito de receber informação qualificada, apurada por profissionais capacitados para exercer o Jornalismo, com formação teórica, prática e ética.”

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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