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quinta-feira, janeiro 21, 2021

Terrorista acidental

O abate deliberado da Varig provocou dissabores imprevistos aos turistas que vão para os Estados Unidos. Uma viajante que tinha como destino final Miami – porta de entrada principal dos brasileiros na terra de Tio Sam – teve que fazer conexão em Chicago, pois atualmente são poucas as opções de vôo direto entre Rio (ou São Paulo) e a capital latina dos EUA. Ao desembarcar no aeroporto de Chicago, enfrentou a desconfiança do funcionário da Alfândega, que não entendia por que a turista brasileira tinha ido parar tão longe se o destino era a Flórida.

Dinastia
“Nos últimos 50 anos, a Fazenda, o Banco Central etc. nunca saíram das mãos da oligarquia financeira mundial, mas, à exceção de 1964 a 1966, os governos militares apresentam balanço menos desfavorável que os da Nova República no campo econômico e social. Estes se subordinaram ao “serviço da dívida”, dando sequência à política de Delfim, sob Figueiredo, consolidada a partir de 1988, com fraude na Constituição para favorecer o serviço da dívida.” A síntese é do economista Adriano Benayon, que aponta essa concentração continuada de poderes em grupos enquistados no Estado brasileiro como sintomas de déficit democrático.

Tiradentes x Silvério
Benayon, no entanto, faz questão de ressaltar que a comparação dos resultados entre o período da ditadura e o da Nova República não autoriza os que pensam que essa concentração de poderes fora do alcance do controle do Estado “tenha começado a ser gestada em 1985” ou causada “por políticas da esquerda”: “Nem Sarney, nem Collor, nem Itamar, nem muito menos FHC e Lula são de esquerda. Estes dois confirmam a definição de Karl Mannheim (ideologia = tese a serviço de interesses). Pertencem ao partido contrário à independência nacional, reprovado por Barbosa Lima Sobrinho”, salienta, remetendo à definição de Barbosa de que, para além de aparatos partidários, o Brasil tem dois grandes partidos definidores: o de Tirandentes e o de Joaquim José Silvério dos Reis.

Mais do mesmo
O Orçamento do segundo mandato do presidente Lula, aprovado pelo Congresso, sinaliza a disposição do governo de alavancar os investimentos públicos federais a partir de 2007. O volume global alcança R$ 76,7 bilhões. Mas continuam sendo as estatais, em especial a Petrobras, a arcar com a maior parcela, respondendo por R$ 49,7 bilhões do total. Embora o Congresso tenha feito um esforço para ampliar os investimentos provenientes de recursos arrecadados pelo Tesouro, que subiram dos R$ 16,2 bilhões previstos no projeto do Executivo para R$ 27 bilhões, esse valor está bem próximo do que foi autorizado em 2006, afirmal o Jornal do Senado.
“A última posição registrada pelo Siga Brasil mostra que, com o auxílio de R$ 4,7 bilhões em créditos adicionais, o Congresso autorizou até agora R$ 25,9 bilhões para o governo investir. Ou seja, os investimentos do Orçamento Fiscal e da Seguridade de 2007 são apenas 4,07% superiores aos de 2006.”

Flores
Levantamento realizado pelo engenheiro agrônomo Antônio Hélio Junqueira e pela economista Márcia Peetz, diretores da Hórtica Consultoria e Treinamento, de São Paulo, revela que, de janeiro a novembro de 2006, o país acumulou US$ 27,43 milhões com exportação de flores e plantas brasileiras. Esse valor é 9,58% maior que o apurado em todo o ano de 2005. Até o fim do ano, o valor deve bater em US$ 30 milhões. As vendas externas superaram as importações em US$ 19,91 milhões até o mês passado.

Dogma
O apresentador de um programa numa rádio que só toca notícia quase protagonizou um bate-boca com o entrevistado quando este apontou o superávit primário – assim, com todas as letras – como principal responsável pelo caos aéreo nos últimos meses. A entrevista terminou um tanto ou quanto abruptamente.

Duelo
Os telejornais da TV Record, diariamente, veiculam matérias com acusações contra a Rede Globo, especialmente as feitas pela governadora do Rio, Rosinha Garotinho. Uma carta de um ex-jornalista global, que protestou contra a parcialidade do grupo de comunicação na cobertura das eleições, também entrou no ar.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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