Teto dos Gastos reduz presença do Estado em 25%

A retomada do Teto de Gastos em 2021 impedirá a manutenção de políticas sociais centrais e até de enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. Em entrevista ao Jornal Brasil Atual, a professora do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Esther Dweck adverte que com a aplicação do Teto “tudo será cortado, inclusive as áreas que deveriam ser protegidas, como saúde e educação”. Em um ano, como lembra, em que “a pandemia ainda estará vigente e a economia permanecerá fragilizada, assim como a saúde da população”.

Esther organizou a obra Economia pós-pandemia: desmontando os mitos da austeridade fiscal e construindo um novo paradigma econômico no Brasil, da editora Autonomia Literária em parceria com a Fundação Friedrich Ebert Stift ung (FES/Brasil), com 34 articulistas. O livro está disponível gratuitamente em plataformas digitais.

“O objetivo [do Teto] é a redução de cinco pontos percentuais do PIB. O que significa 25% de redução do Estado, atingindo todas as áreas sociais”, explica a Esther.

Um dos capítulos, assinado pela professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-USP) Laura Carvalho, mostra que a ideia de que no Brasil “o grande problema” é o gasto público não passa de uma “falácia”. A ideia dessa crítica, avalia Esther, é um reforço na tentativa de redução do papel do Estado para sacrificar garantias constitucionais e o papel da política fiscal como indutora de crescimento. Para os autores, é possível pensar um projeto de desenvolvimento transformador de fato alternativo ao do governo.

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