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segunda-feira, janeiro 25, 2021

Teto

Se alguém ainda guardava dúvidas sobre o tamanho da ambição do governo Lula quanto ao futuro do país, terça-feira, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Afonso Bevilaqua – um dos integrantes do octeto dirigido pelo presidente do BC e que governa o país – esclareceu definitivamente: “O crescimento dificulta o controle da inflação.”

RP
Ontem, o presidente do BC, Henrique Meirelles, complementou: crescimento zero é normal. Diante da palavras do que, sem votos, comandam, efetivamente o país, presidentes estão dispensados de pantominas desenvolvimentistas  ou otimismo vazios.

Antipizza
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, classificou de “frustrante” o encerramento da CPI do Banestado, sem que sequer o relatório final fosse votado: “É absurdamente lamentável, reprovável e frustrante para a população brasileira”, criticou Busato, que defende, porém, as investigações devem continuar, porque os relatórios da CPI têm validade jurídica mesmo não tendo ido à votação no Congresso Nacional: “As informações têm validade jurídica porque o relatório é uma notícia-crime de alçada pública. O Ministério Público pode e deve investigar.”

Dez WTC por dia
Um bilhão e quinhentas milhões de pessoas não tem acesso à água potável. Cerca de 2,4 bilhões vivem em áreas sem qualquer tipo de tratamento sanitário. A cada dia, 30 mil pessoas morrem no mundo em função de doenças relacionadas à falta de qualidade da água – número dez vezes maior que o de vítimas fatais do atentado ao World Trade Center, em setembro de 2001. Um dos principais temas do Fórum Social Mundial 2005, que será realizado de 26 a 31 de janeiro, em Porto Alegre, o acesso à água motiva propostas como a do economista italiano Ricardo Petrella, professor da Universidade Católica de Louvain, da Bélgica e que defende a adoção de um sistema de financiamento público, protagonizado pelos países desenvolvidos, para garantir o acesso à água nas áreas miseráveis do planeta. “Em 20 anos, a situação vai se agravar ainda mais. Estima-se que haverá 3 bilhões de pessoas vivendo na miséria absoluta”, justifica Petrella.

Lixo e luxo
A desigualdade social fica clara em alguns países com acesso limitado à água. No Marrocos a maioria da população consome apenas 15 litros diários per capita para matar a sede e cuidar da alimentação e da higiene (a quantidade adequada é de 50 litros); já turistas hospedados em hotéis cinco estrelas se dão ao luxo de gastar até 1,2 mil litros.
No Brasil, cerca de 45 milhões de brasileiros não têm água de qualidade para beber em casa (dados do Ministério das Cidades) e 83 milhões (mais da metade da população) ainda não conquistaram acesso à rede de esgoto. Para zerar o déficit de água e esgoto no país, calcula-se que será necessário investir 0,45% do PIB nacional nos próximos 20 anos.

Rivais
Segundo os organizadores do Fórum Social Mundial, menos de 2% das reservas de água doce do planeta estão disponíveis para o consumo humano e cerca de 80 países já enfrentam problemas de abastecimento. Para os especialistas, se o petróleo foi a causa de boa parte das guerras do século XX, a água deverá ser o principal motivo dos conflitos bélicos do novo século. Só nos últimos 30 anos, já ocorreram 52 disputas transnacionais relacionadas ao recurso natural.
“A palavra rival, de origem latina, remete àquele que usa a água do rio, o que dá a dimensão do problema”, ressalta Ninon Machado, coordenadora do GT Água do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais e diretora-executiva do Instituto Ipanema, que realiza pesquisa avançada sobre economia e meio ambiente.

Reconhecimento
O diretor-presidente da Varig, Luiz Martins Pereira e Souza, recebe no próximo dia 4 a medalha Tiradentes, comenda máxima da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A cerimônia acontecerá no plenário Barbosa Lima Sobrinho.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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