‘The Economist’ e a ameaça da China

Revista inglesa publica matéria sobre o ‘fascínio perigoso’ da economia da China; perigoso para quem, caro ocidental?

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Estudantes estrangeiros participam do Festival da Primavera, China
Estudantes estrangeiros da Universidade de Nanchang participando da dança do dragão, no Festival da Primavera, na província de Jiangxi (foto de Li Jie, Diário do Povo Online)

A revista The Economist publicou, neste domingo, a matéria “O modelo econômico da China mantém um fascínio perigoso”, cujo subtítulo – “Apesar das dificuldades atuais do país, os autocratas de outros lugares têm muito a admirar” – expõe sem muitos disfarces seus preceitos e objetivos. A publicação chega a citar um pouco conhecido “consenso de Pequim”, contraposição que tenta fazer ao Consenso de Washington.

A revista inglesa, para não fugir a seu perfil, produziu um índice que mede a semelhança de outras economias com a da China. Usaram para isso 7 indicadores: saldo da conta-corrente; abertura da conta de capital; escala de investimento do país; parcela das exportações de bens manufaturados; tamanho do sistema bancário estatal; nível de democracia; e o número de grandes zonas econômicas especiais (Sezs) por pessoa.

Um economista, facilmente, reduziria este índice a algo abaixo de zero; este escriba, porém, prefere se ater à questão ideológica por trás da matéria: para The Economist, a economia só funciona dentro do figurino da democracia ocidental.

Talvez essa seja a principal lição da ascensão chinesa: utilizar os potenciais humanos e materiais de cada país para construir seu caminho. A revista britânica até traz uma frase de Charles Robertson, da Fim Partners, uma empresa de investimentos em mercados emergentes e de fronteira: “Para uma grande parte do sul global, o sucesso da China é imensamente atraente porque mostra que os ocidentais brancos não têm todas as respostas.”

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Esta coluna já mostrou que minimizar a economia chinesa é um vício recorrente da mídia ocidental: de agosto de 2023 ao início de 2024, o Wall Street Journal publicou mais de 160 artigos falando mal da China, incluindo manchetes como “A situação econômica da China é tão grave como a do Japão? Pode ser pior”. A The Economist acrescenta a esse vício o temor de que se perde uma batalha política.

Insaciáveis

Para amansar a Faria Lima, a equipe de Fernando Haddad na Fazenda ventila mudanças nos pisos da educação e saúde e desvincular, ao menos, os benefícios de doença e acidente no INSS.

Até Miriam Leitão está menos à direita do que a equipe econômica. Ela questionou, em texto, a ambiguidade de quem defende que o governo corte gastos e subsídios, mas pula quando se propõe reduzir subsídios fiscais.

Rápidas

O Comitê de Tecnologia e Inovação do Grupo Soares Pereira convida empresários do Rio para um encontro na sede, em São Conrado, no dia 20, às 18h, para debater temas como “O impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho”, por Carlos Alberto Miranda (diretor operacional e de riscos do Sicoob) e “O impacto das novas gerações e novas tecnologias no varejo” por Juedir Teixeira, presidente dos conselhos ACRJ e ACSP *** A cantora Twigg se apresenta neste sábado, às 19h, no West Shopping *** O 3º Seminário dos Fundos de Pensão e Patrocinadores Privados 2024, nesta quinta-feira, tem como tema principal tema “Responsabilidade Social e Empresarial em Previdência Privada”. Ana Paula De Raeffray, do escritório Raeffray Brugioni Sociedade de Advogados, participará.

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