TikTok: decisão de Trump afeta mercados

Bolsas europeias, asiáticas e os índices futuros de Nova York operaram em baixa nesta sexta-feira.

Internacional / 23:51 - 7 de ago de 2020

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O presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu uma ordem executiva proibindo qualquer transação dos EUA com a empresa de tecnologia chinesa ByteDance, proprietária do popular aplicativo de compartilhamento de vídeo TikTok, começando em 45 dias, um movimento polêmico amplamente criticado por especialistas.

A reação nos mercados mundiais foi imediata. As bolsas europeias e os índices futuros de Nova York operaram em baixa nesta sexta-feira. O fator principal para o predomínio das perdas está na escalada das tensões entre as duas maiores superpotências do mundo os EUA e a China, explica  Pedro Molizani, Trader Mesa da Câmbio do Travelex Bank, acrescentando que os agentes econômicos e investidores também acompanham negociações entre democratas e republicanos no que se refere ao pacote fiscal a fim de se combater a crise do coronavírus.

O Tik Tok foi baixado mais de 175 milhões de vezes nos Estados Unidos e mais de um bilhão de vezes globalmente, de acordo com a ordem executiva, que alega que o aplicativo captura automaticamente “vastas faixas de informações” de seus usuários, colocando em risco a “segurança nacional” dos EUA. Uma ordem executiva semelhante também foi emitida para o WeChat, um aplicativo de mensagens e mídia social de propriedade da gigante tecnológica chinesa Tencent.

Em uma coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump disse a repórteres que está aberto a um acordo no qual a Microsoft Corporation ou outra empresa dos EUA compre o TikTok, estabelecendo o dia 15 de setembro como o prazo final.

Conforme a agência Xinhua, durante uma coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, disse na última terça-feira que a China se opõe firmemente à intimidação flagrante do lado dos EUA a certas empresas não americanas, em violação das regras da economia de mercado e dos princípios de abertura, transparência e não discriminação da Organização Mundial do Comércio.

"É um ato flagrante de intimidação, ao qual a China se opõe firmemente. Temos notado que também atraiu uma enxurrada de críticas e dúvidas nos Estados Unidos e na comunidade internacional", acrescentou Wan.

Na China continental, o índice Xangai Composto caiu 0,96%. Em Hong Kong, as ações da Tencent sofreram um tombo de 5,04%, que ajudou na queda de 1,6% do índice da bolsa local. No Japão, o índice Nikkei caiu 0,39%, mas o sulcoreano Kospi avançou 0,39% em Seul, acumulando ganhos pelo quinto pregão consecutivo e atingindo o maior nível em quase dois anos. Na Oceania, o S&P/ASX 200 recuou 0,62% em Sydney, ressalta Pedro Molizani.

 

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